Em uma operação de alto risco que contou com o apoio da inteligência americana, o governo do México conseguiu abater o criminoso mais procurado do país. Nemesio Oseguera Cervantes, de 59 anos, mundialmente conhecido como “El Mencho” e líder do temido Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), foi morto neste domingo (22) durante um confronto com o Exército no estado de Jalisco. A notícia rapidamente se espalhou, revelando os detalhes de uma operação que envolveu forças especiais, troca de informações com os EUA e resultou em uma explosão de violência em represália.
Os Detalhes da Operação
De acordo com o Ministério da Defesa mexicano, a operação para capturar El Mencho foi lançada na localidade de Tapalpa, a cerca de 130 quilômetros ao sul de Guadalajara. Militares da Força Aérea Mexicana e forças especiais cercaram o local onde o líder do cartel estava escondido. No entanto, ao perceberem a presença das tropas, membros do CJNG reagiram, resultando em um intenso confronto.
No tiroteio, as forças federais mataram quatro integrantes da organização criminosa e feriram gravemente outros três, que não resistiram durante o transporte aéreo para a Cidade do México. Entre esses três estava El Mencho. Três soldados mexicanos também ficaram feridos. No local da batalha, foram apreendidas armas de grosso calibre e veículos blindados, incluindo lançadores de foguetes com capacidade de abater aeronaves, o que demonstra o poderio do cartel. A principal pergunta sobre como México matou o narcotraficante El Mencho foi respondida com a descrição de um combate feroz e bem-sucedido.
O Papel da Inteligência dos EUA
A operação não foi um feito exclusivamente mexicano. Tanto o governo do México quanto o dos Estados Unidos confirmaram que a colaboração na troca de informações foi crucial para o sucesso da missão. Os EUA ofereciam uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura de El Mencho, e uma nova força-tarefa americana, a Força-Tarefa Interagências Conjunta de Combate aos Cartéis (JIATF-CC), especializada em coletar informações sobre cartéis, desempenhou um papel fundamental.
Ex-funcionários americanos revelaram que os EUA compilaram um dossiê detalhado sobre os paradeiros e a rotina de El Mencho e o forneceram ao governo mexicano para embasar a operação. Autoridades enfatizaram que a ação em si foi uma operação militar mexicana, mas o apoio de inteligência foi determinante. O episódio que explica como o México matou o narcotraficante El Mencho evidencia a crescente cooperação bilateral no combate aos cartéis, classificados como organizações terroristas pelos EUA desde 2025.
Quem Era El Mencho e o Vácuo de Poder
Nemesio Oseguera Cervantes era considerado o último grande chefe do narcotráfico no estilo ostentatório e brutal de “El Chapo” Guzmán. Nascido em Aguililla, Michoacán, ele emigrou jovem para os EUA, onde foi condenado por tráfico de heroína nos anos 1990. De volta ao México, ascendeu no crime até fundar o Cartel Jalisco Nueva Generación por volta de 2009. Sob seu comando, o CJNG se tornou a organização criminosa de crescimento mais rápido do México, expandindo sua atuação para mais de 20 estados e inovando na violência com o uso de drones e explosivos.
A morte de El Mencho deixa um imenso vácuo de poder. Não está claro quem poderá sucedê-lo em um cartel que ele controlava com mão de ferro. Analistas acreditam que sua ausência poderá desacelerar a expansão do CJNG e enfraquecê-lo na guerra contra o cartel de Sinaloa. No entanto, a resposta imediata foi violenta: após a confirmação da morte, homens armados iniciaram uma onda de ataques e bloquearam estradas com carros incendiados em 20 estados mexicanos, demonstrando a força e a capacidade de retaliação da organização que perdeu seu líder. A história de como México matou o narcotraficante El Mencho é, portanto, o capítulo final de uma era, mas o início de um período de incerteza e violenta disputa pelo controle do crime organizado no México.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







