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Informalidade no Acre é sete pontos maior que a média do Brasil, aponta levantamento do IBGE

Pesquisa PNAD Contínua de 2025 revela que 45,2% dos trabalhadores acreanos estão na informalidade, contra 38,1% da média brasileira. Índice coloca estado em patamar elevado, acima de SC, DF e SP, mas abaixo de MA, PA e BA.
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Centro Rio Branco
Foto: Sérgio Vale

Quase metade dos trabalhadores do Acre atua sem carteira assinada ou em atividades sem proteção social. É o que revelam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE na última sexta-feira (20). O levantamento anual de 2025 aponta que a informalidade no Acre acima da média nacional é uma realidade preocupante: o índice no estado chegou a 45,2%, enquanto a média do Brasil ficou em 38,1%. A diferença de sete pontos percentuais escancara as fragilidades estruturais do mercado de trabalho acreano.

O que Significa Estar na Informalidade?

A taxa de informalidade mede a proporção de trabalhadores ocupados que exercem atividades sem vínculo formal, ou seja, sem carteira de trabalho assinada, sem contribuição para a previdência social e, consequentemente, sem acesso a direitos trabalhistas básicos como férias remuneradas, 13º salário, seguro-desemprego e aposentadoria. Entram nessa conta empregados sem registro, trabalhadores domésticos sem carteira, empregadores sem CNPJ e trabalhadores por conta própria que não contribuem para o INSS.

No Acre, a taxa de informalidade significa que 45,2% da população ocupada vive com a insegurança de uma renda instável e sem a proteção da rede de seguridade social. Esse fenômeno está frequentemente associado a ocupações de baixa produtividade, concentradas no comércio de rua, em serviços eventuais e em atividades autônomas.

O Acre no Cenário Nacional

No ranking da informalidade, o Acre ocupa uma posição intermediária superior, longe dos melhores índices do país, mas também abaixo dos estados que lideram o ranking negativo. Enquanto Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%) têm os mercados mais formalizados, o estado acreano aparece em um patamar elevado, embora abaixo de unidades como Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%).

A informalidade no Acre acima da média nacional ajuda a explicar outros indicadores socioeconômicos desfavoráveis, como o rendimento médio mais baixo (R$ 2.794) e a maior vulnerabilidade de parcelas significativas da população a choques econômicos. A ausência de formalização também reduz a arrecadação previdenciária e limita a capacidade do estado de oferecer políticas públicas sustentáveis no longo prazo.

Desafios e Caminhos Possíveis

Especialistas apontam que a redução da informalidade passa por uma combinação de crescimento econômico, simplificação de obrigações para pequenos negócios, incentivos à formalização de microempreendedores individuais (MEIs) e políticas de qualificação profissional que preparem a mão de obra para ocupações de maior valor agregado. No Acre, onde a economia ainda depende fortemente do serviço público e de atividades tradicionais, o desafio é ainda maior.

Os dados da PNAD Contínua, ao evidenciarem a informalidade no Acre, servem como um alerta para gestores públicos e para a sociedade. Enfrentar essa realidade é essencial para promover a inclusão produtiva, reduzir as desigualdades e garantir que o crescimento econômico futuro seja acompanhado de mais direitos e dignidade para o trabalhador acreano.

Fonte: Ac24horas

Redigido por Acre Atual

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