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Carnaval 2026 no Acre registra dois estupros e 56 ocorrências de violência doméstica

Relatório da Polícia Civil aponta 56 casos de violência doméstica nos cinco dias de folia, com picos de 16 registros por dia. Foram feitos 41 pedidos de medidas protetivas. Capital concentra maior número de ocorrências.
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Foto Carnaval Acre
Foto: Ascom/PCAC

O período de Carnaval no Acre, que deveria ser marcado apenas pela alegria e folia, trouxe à tona números preocupantes sobre a segurança das mulheres no estado. De acordo com o Relatório Estatístico Sintético divulgado pela Polícia Civil, foram registradas 56 ocorrências de violência doméstica no Acre durante o Carnaval de 2026, além de dois estupros e 41 pedidos de medidas protetivas de urgência.

Números da Violência Contra a Mulher

Os dados compreendem o período entre 6h do dia 13 de fevereiro e 5h59 do dia 18 de fevereiro, abrangendo os cinco dias oficiais da festa. A violência doméstica no Acre durante o Carnaval atingiu seu auge nos dias 15 e 16, justamente o pico das comemorações, quando foram contabilizados 16 casos por dia. Nos demais dias, os registros foram: 13 de fevereiro (9 casos), 14 de fevereiro (7 casos) e 17 de fevereiro (8 ocorrências).

Além dos 56 casos de violência doméstica, a Polícia Civil recebeu 41 representações por medidas protetivas de urgência, um instrumento legal fundamental para afastar o agressor e proteger a vítima. O relatório também aponta a ocorrência de dois estupros durante o período carnavalesco, um no dia 14 e outro no dia 17 de fevereiro. Não houve registro de feminicídio na quina carnavalesca.

Rio Branco Concentra Maior Parte dos Casos

A capital acreana foi a região com o maior número de notificações. Rio Branco respondeu sozinha por 33 das 56 ocorrências de violência doméstica no Acre durante o Carnaval e por 27 dos 41 pedidos de medidas protetivas. No comparativo geral de ocorrências (incluindo outros tipos de crime), a capital somou 60 notificações, enquanto todos os municípios do interior juntos totalizaram 37 casos.

Os dados reforçam a triste realidade de que, mesmo em períodos festivos, muitas mulheres continuam reféns da violência dentro de suas próprias casas ou por parte de seus parceiros. O aumento do consumo de álcool, a aglomeração e a mudança na rotina durante o Carnaval podem ser fatores que contribuem para a eclosão de conflitos e agressões.

Outros Crimes no Período

Além dos graves casos de violência de gênero, o relatório da Polícia Civil contabilizou outros crimes no estado. Foram registradas duas tentativas de homicídio, totalizando quatro crimes graves (incluindo os estupros) no período. No campo dos crimes patrimoniais, houve 30 registros de furtos e roubos de celulares e veículos, com destaque para 13 casos de roubo de celular e 7 de furto de celular.

Ao todo, foram registrados 251 boletins de ocorrência, sendo 25 deles diretamente relacionados aos eventos carnavalescos. A polícia instaurou 100 procedimentos investigativos, entre inquéritos e termos circunstanciados, cumpriu 22 mandados de prisão e conduziu 130 pessoas às delegacias. A área pericial realizou 157 atendimentos, incluindo 22 exames de lesão corporal e 9 exames de sexologia forense.

A instituição ressalta que os números ainda podem sofrer alterações conforme o andamento das investigações. Os dados de violência doméstica no Acre durante o Carnaval servem como um alerta para a necessidade de políticas públicas permanentes de prevenção e acolhimento às vítimas, especialmente em datas de maior vulnerabilidade.

Fonte: Ac24horas

Redigido por Acre Atual

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