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Polícia investiga denúncia de adolescente morto por facção criminosa em Porto Walter

A família de um adolescente conhecido como 'Mandim', em Porto Walter, denuncia que ele foi sequestrado e morto por facção. Polícia busca corpo e apura veracidade do caso e motivação.
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Reprodução: Internet
Reprodução: Internet

A polícia do Acre investiga uma denúncia de crime bárbaro no município de Porto Walter, no interior do estado. A família de um adolescente, conhecido como ‘Mandim’, procura as autoridades após receber informações e imagens que indicam que o jovem teria sido sequestrado e morto por membros de uma facção criminosa na última quarta-feira (18). O caso, que envolve a suspeita de um adolescente morto por facção em Porto Walter, chocou a comunidade local e mobiliza as forças de segurança na região do Vale do Juruá.

A Denúncia e a Busca por Respostas

De acordo com relatos colhidos pela polícia, a família do jovem teria recebido, nesta quinta-feira (19), um vídeo de teor extremamente violento que mostraria a execução da vítima. A informação, ainda não confirmada oficialmente pela perícia, é a de que o adolescente teria sido sequestrado e esquartejado. Uma familiar do rapaz, em desespero, publicou uma fotografia da vítima em suas redes sociais, expressando a dor e a indignação com a crueldade do ato: “está sendo muito difícil, você não merecia tamanha crueldade”, escreveu.

As autoridades tratam o caso com a gravidade que ele exige. O delegado José Obetânio, responsável pelas investigações, confirmou que as polícias Militar e Civil estão em campo. “As equipes estão em campo em busca de informações sobre esse caso”, afirmou o delegado. A prioridade imediata das forças de segurança é localizar o corpo da vítima para confirmar a materialidade do crime e dar início à perícia, além de colher depoimentos e buscar provas que possam identificar os autores e as circunstâncias exatas do adolescente morto por facção em Porto Walter.

Possível Motivação em Investigação

Embora a informação ainda não tenha sido oficialmente confirmada pela polícia, circula a versão de que o assassinato teria sido motivado por um código de conduta do crime organizado. A suspeita é de que o adolescente, após ser detido pela Polícia Militar em Cruzeiro do Sul com uma quantidade de drogas, teria delatado o proprietário do entorpecente. Em organizações criminosas, a delação (ou “caguetagem”) é frequentemente punida com a morte, numa tentativa de impor silêncio e lealdade entre seus membros.

Se confirmada essa linha de investigação, o caso de Porto Walter se soma a uma triste estatística de jovens cooptados ou atraídos pelo universo do crime que acabam vítimas da própria violência que ajuda a alimentar. O caso do adolescente morto por facção em Porto Walter expõe a capilaridade das organizações criminosas, que chegam até os municípios mais distantes do Acre, e a vulnerabilidade de adolescentes e jovens em regiões onde o Estado por vezes tem presença limitada.

Fonte: Ac24horas

Redigido por Acre Atual

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