O condutor do veículo envolvido no atropelamento que resultou na morte da jovem indígena Wendyla Puyanawa, de 17 anos, apresentou-se à delegacia de Polícia Civil de Mâncio Lima nesta quinta-feira (19). O atropelamento com morte indígena Puyanawa em Mâncio Lima ocorreu na madrugada do dia anterior, no bairro Guarani, e causou comoção na região do Vale do Juruá.
Apresentação e Depoimento
Identificado como João Vitor, o homem compareceu à unidade policial acompanhado de um advogado. Ele foi interrogado pelo delegado José Albetânio e, após prestar esclarecimentos, foi liberado. Em seu depoimento, o condutor negou que estivesse sob efeito de bebida alcoólica no momento do atropelamento com morte em Mâncio Lima.
De acordo com as informações que constam no boletim de ocorrência, após colidir contra a motocicleta em que a vítima estava na garupa, João Vitor fugiu do local sem prestar socorro. Pouco depois, ele perdeu o controle do veículo e caiu em uma vala, abandonando o carro e uma passageira que estava com ele, fugindo novamente antes da chegada da Polícia Militar.
A Luta pela Vida de Wendyla
Wendyla Puyanawa foi socorrida e levada com urgência ao Hospital Abel Pinheiro, em Mâncio Lima. Apesar dos esforços da equipe médica, a jovem não resistiu. Ela sofreu uma parada cardíaca logo após dar entrada na unidade de saúde, vindo a falecer. A notícia da morte abalou profundamente a comunidade indígena Puyanawa, da qual Wendyla era integrante, e também os moradores da cidade.
A perda de uma jovem de apenas 17 anos em um atropelamento com morte acende um alerta sobre a violência no trânsito e a necessidade de responsabilização dos envolvidos.
Investigação em Andamento
O delegado responsável pelo caso, José Obetanio, informou que o inquérito policial terá continuidade. Já estão programadas para esta sexta-feira (20) as oitivas de novas testemunhas, incluindo o condutor da motocicleta onde a jovem estava como garupa e outras pessoas que possam ter presenciado a dinâmica do acidente.
A Polícia Civil também aguarda a conclusão e entrega dos laudos das perícias que foram requisitadas. Esses exames são fundamentais para esclarecer pontos como a velocidade dos veículos, as circunstâncias exatas da colisão e se há indícios de crime. Somente após a conclusão de todas as diligências e a análise do material pericial, o inquérito será finalizado e remetido ao Ministério Público, que poderá oferecer denúncia ou requerer novas investigações.
O caso, que envolve a morte de uma adolescente indígena, segue sendo acompanhado de perto pela comunidade e por lideranças indígenas, que esperam justiça e a correta apuração dos fatos.
Fonte: ContilNet Notícias
Redigido por Acre Atual







