A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) está em estado de atenção, mas não de alarme, com a possibilidade de a Mpox (conhecida como varíola dos macacos) chegar ao território acreano. Em entrevista exclusiva neste fim de semana, o secretário Pedro Pascoal confirmou que a pasta não descarta o surgimento de casos no estado, principalmente após a confirmação da doença em Porto Velho (RO), que já registra quatro casos positivos e seis notificações.
Monitoramento Constante e Cenário Epidemiológico
De acordo com o secretário, a Vigilância Sanitária estadual segue monitorando rigidamente a situação em todos os municípios. “Existe, sim, a possibilidade de chegar ao estado, mas é uma doença que, apesar de ter uma repercussão grande, não é altamente infecciosa”, afirmou Pascoal, buscando tranquilizar a população.
O cenário de proximidade geográfica com Rondônia, onde a circulação do vírus já é uma realidade, acende o alerta das autoridades sanitárias acreanas. A transmissão da Mpox ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções ou fluidos corporais de uma pessoa infectada, e não por vias aéreas de forma volátil, o que torna seu potencial de disseminação em massa menor do que o de outras viroses respiratórias.
Desafios no Diagnóstico e Sintomas
Um dos principais desafios para conter um possível surto de Mpox no Acre é o diagnóstico diferencial. As lesões de pele características da doença, que evoluem de manchas para bolhas com pus e, posteriormente, crostas, podem ser facilmente confundidas com catapora, herpes ou outras infecções dermatológicas.
O secretário reforçou a importância de a população ficar atenta e procurar atendimento médico diante de qualquer sintoma suspeito. “Por isso que se tem uma certa segurança. Não vai virar uma pandemia como foi a da covid-19, mas quem sentir qualquer sintoma deve procurar uma unidade de saúde”, orientou Pascoal. A boa notícia é que, na maioria dos casos, a doença tem evolução leve e se resolve espontaneamente em algumas semanas.
Por que Não Haverá Barreira Sanitária?
Questionado sobre a possibilidade de se instalar uma barreira sanitária na divisa com Rondônia para conter a entrada do vírus, o secretário foi categórico ao explicar os limites legais. “Por conta da legislação e da política pública de saúde, a gente não pode fazer barreira sanitária. Existem situações pontuais que determinam a instalação de uma barreira sanitária, e essa ainda não justifica”, esclareceu.
Em vez de medidas de contenção física, a Sesacre tem focado suas ações na capacitação dos profissionais de saúde. A estratégia é treinar médicos e enfermeiros de todo o estado para identificar precocemente os sintomas, realizar os protocolos de notificação e oferecer o tratamento adequado, garantindo que o sistema de saúde esteja preparado para responder rapidamente caso a Mpox no Acre se torne uma realidade.
Fonte: ContilNet Notícias
Redigido por Acre Atual







