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Ufac dá primeiro passo para implantar cotas para pessoas trans na graduação

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A decisão do Consun visa estender a política para toda a graduação/Reprodução

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O Conselho Universitário (Consun) da Universidade Federal do Acre (Ufac) aprovou, durante a 5ª Reunião Ordinária realizada nesta quarta-feira (30), no auditório do CFCH, a criação da comissão responsável por elaborar a proposta de reserva de vagas (cotas) para pessoas trans nos cursos de graduação.

A iniciativa fortalece as ações da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), estrutura criada na gestão do reitor Josimar Ferreira com o objetivo de ampliar as políticas de inclusão social na instituição.

Desde 2023, a Ufac já conta com regulamentação para o ingresso por cotas da comunidade trans em programas de pós-graduação. A decisão do Consun visa estender a política para toda a graduação, prevendo mecanismos que garantam não apenas o acesso, mas também o acompanhamento para a permanência dos estudantes até a colação de grau.

O reitor da Ufac e presidente do Consun, Josimar Ferreira, ressaltou a relevância institucional da medida para o avanço das políticas afirmativas no ensino superior acreano.

“Reafirmamos o nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans. Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho”, afirmou o reitor.

A pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, salientou que a política busca enfrentar desigualdades históricas vivenciadas por grupos marginalizados.

“Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades. No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação”, pontuou a pró-reitora.

A professora Raquel Ishii comemorou a aprovação da matéria pelo colegiado e destacou a composição plural definida para o grupo de trabalho.

“Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão aprovada amplia o debate da pós-graduação para a graduação e pensa não apenas no acesso, mas na permanência dos estudantes. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) e a movimentos sociais externos à universidade”, avaliou Ishii.

A comissão terá um prazo de 90 dias para conduzir os estudos técnicos e apresentar a minuta final da resolução. O grupo terá formação intersetorial e contará com representantes das três categorias da comunidade acadêmica (docentes, técnicos e discentes) — por meio do DCE, Adufac e Sintesac —, além de vagas destinadas a entidades e movimentos sociais da sociedade civil organizados na defesa dos direitos da população trans no Acre.

Com informações da ContilNet

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