O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) classificou como falsa a informação de que as Forças Armadas teriam sido impedidas de inspecionar o código-fonte das urnas eletrônicas. A mensagem voltou a circular em grupos de WhatsApp durante a campanha de 2026.
Segundo o tribunal, representantes militares tiveram acesso aos sistemas eleitorais e participaram da fiscalização realizada antes das eleições gerais de 2022.
As Forças Armadas integravam, naquele pleito, a relação de instituições autorizadas a fiscalizar os sistemas de votação. Em 2023, entretanto, deixaram a lista porque o TSE considerou que a análise de softwares eleitorais não faz parte das atribuições constitucionais da instituição.
Atualmente, mais de uma centena de entidades podem acompanhar o desenvolvimento e a preparação dos sistemas. A lista inclui Polícia Federal, Ministério Público, Congresso Nacional, Tribunal de Contas da União, OAB, partidos e universidades.
Para as eleições deste ano, o código-fonte está disponível para inspeção desde outubro de 2025. O acesso permanecerá aberto até a cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas.
A inspeção permite que as instituições credenciadas analisem os programas usados na votação, na transmissão e na totalização dos resultados. O procedimento integra as etapas de auditoria realizadas antes do pleito.







