Acre Atual

Trio que usava mulheres para atrair e roubar motoristas de app é preso

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Alvos de roubos em série, motoristas de carros elétricos eram mantidos reféns na capital

Alvos de roubos em série, motoristas de carros elétricos eram mantidos reféns na capital | Foto: Ascom

Três suspeitos de envolvimento em uma sequência de roubos contra motoristas de aplicativo foram presos nesta quarta-feira (23), em Rio Branco. As prisões fazem parte da Operação Curto-Circuito, realizada pela Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (DCORE), da Polícia Civil do Acre.

A ofensiva teve como objetivo desarticular um grupo que, segundo as investigações, utilizava um esquema para atrair motoristas até locais onde outros integrantes realizavam os assaltos. Ao todo, a Justiça autorizou seis medidas: três prisões preventivas e três buscas em imóveis.

Uma das prisões ocorreu durante a ação policial, enquanto o suspeito estava em liberdade. Os outros dois investigados já estavam presos e tiveram novas ordens judiciais cumpridas dentro do sistema prisional.

Segundo a Polícia Civil, o grupo escolhia principalmente motoristas que trabalhavam com veículos eletrificados. Para conseguir acesso aos carros, mulheres ligadas ao grupo solicitavam corridas e embarcavam normalmente como passageiras.

O ataque acontecia depois que o motorista iniciava a viagem. Com as portas destravadas, outros integrantes do grupo entravam no veículo, anunciavam o roubo e assumiam o controle do automóvel. As vítimas eram mantidas privadas de liberdade durante a ação.

A investigação aponta ainda que os carros roubados não eram necessariamente abandonados imediatamente. Os veículos seriam usados em novos assaltos antes de serem deixados pelos criminosos quando a bateria estivesse descarregada.

Até o momento, mais de 20 pessoas foram identificadas como vítimas de crimes que podem estar ligados ao grupo. A escolha por veículos eletrificados, conforme a polícia, estaria relacionada à possibilidade de realizar deslocamentos maiores sem precisar parar para abastecer.

As equipes também cumpriram mandados de busca na região do Calafate. Durante as diligências, foram recolhidos celulares e outros dispositivos eletrônicos, que serão analisados pelos investigadores em busca de informações que possam ajudar a esclarecer outros crimes e a atuação dos envolvidos.

A operação foi autorizada pela Justiça após pedido da autoridade policial e manifestação favorável do Ministério Público. Os três investigados permanecem presos enquanto o caso segue sob investigação.

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