Reino Unido recomenda estocar alimentos; outros países fazem o mesmo

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Reino Unido recomenda estocar alimentos; outros países fazem o mesmo

O governo do Reino Unido está orientando a população a manter estoques de alimentos, água e outros produtos essenciais em casa para enfrentar possíveis situações de emergência. A recomendação faz parte de uma campanha nacional lançada em 22 de outubro, que pretende preparar as famílias para períodos de interrupção de serviços básicos.

 

Batizada de Be Ready (Esteja Preparado, em tradução livre), a iniciativa recomenda que os britânicos tenham suprimentos suficientes para passar pelo menos três dias sem depender de serviços externos.

A orientação inclui alimentos não perecíveis, água potável, medicamentos, lanternas, rádios a pilha e carregadores portáteis. O governo também aconselha que as famílias mantenham algum dinheiro em espécie, caso os sistemas eletrônicos de pagamento deixem de funcionar.

Segundo o governo britânico, a campanha foi desenvolvida para preparar a população para situações como tempestades, enchentes, incêndios e falhas no fornecimento de energia, água, telefonia e internet.

A iniciativa também faz parte de um movimento mais amplo de preparação para crises que vem sendo adotado por outros países europeus.

O ministro britânico da Segurança, Dan Jarvis, afirmou que medidas simples podem reduzir a pressão sobre os serviços de emergência.

“Aqueles que puderem seguir essas orientações devem segui-las”, declarou o ministro, segundo comunicado oficial do governo.

“Tomando medidas simples para estar preparados para emergências cotidianas, como tempestades severas, as pessoas podem reduzir a pressão sobre os serviços de emergência, ajudando-os a priorizar aqueles que mais precisam de apoio”, acrescentou.

O que o Reino Unido recomenda estocar?

O governo britânico divulgou uma lista de produtos que considera importantes para enfrentar três dias de interrupção dos serviços essenciais.

Entre os itens recomendados estão:

  • Água potável, com referência de três litros por pessoa por dia para consumo;
  • Alimentos não perecíveis suficientes para três dias, preferencialmente aqueles que não precisam de refrigeração ou preparo;
  • Lanternas e pilhas extras;
  • Rádio a pilha ou de manivela;
  • Carregadores portáteis para celulares;
  • Medicamentos de uso contínuo e materiais de primeiros socorros;
  • Produtos de higiene pessoal;
  • Cobertores e roupas quentes;
  • Dinheiro em espécie e cópias de documentos importantes;
  • Alimentos e produtos específicos para crianças e animais de estimação, quando necessário.

As autoridades ressaltam que não é preciso comprar todos os produtos de uma só vez. A recomendação é montar o estoque gradualmente, aproveitando as compras habituais e verificando periodicamente os prazos de validade.

Outros países também estão pedindo para estocar alimentos

O Reino Unido não é o único país europeu que orienta seus cidadãos a manter reservas domésticas para situações de emergência.

Na Alemanha, o Escritório Federal de Proteção Civil e Assistência em Desastres recomenda que as famílias tenham condições de se manter por até dez dias sem abastecimento externo.

O órgão reconhece, porém, que um estoque para pelo menos três dias já representa uma medida importante de preparação.

A recomendação alemã considera situações como enchentes, nevascas, interrupções no fornecimento de energia e dificuldades no transporte de mercadorias.

Na Suécia, as autoridades orientam a população a manter alimentos suficientes para pelo menos uma semana. O país também distribui materiais informativos sobre como agir em situações de crise ou guerra.

Entre os produtos sugeridos estão alimentos enlatados, arroz, massas, aveia, frutas secas e outros itens que possam ser armazenados por longos períodos.

França, Irlanda e Holanda também adotam orientações para que as famílias estejam preparadas para enfrentar pelo menos 72 horas de interrupção dos serviços essenciais.

O próprio governo britânico citou esses três países ao anunciar sua campanha, destacando que iniciativas semelhantes já fazem parte das políticas de preparação para emergências em outras nações europeias.

União Europeia recomenda preparação para 72 horas

A preocupação com a capacidade de resposta da população também chegou à União Europeia.

Em março de 2025, a Comissão Europeia apresentou uma estratégia para melhorar a preparação dos países do bloco diante de crises e ameaças.

Uma das propostas é desenvolver orientações para que os cidadãos tenham condições de se manter por pelo menos 72 horas em situações de emergência.

O plano considera diferentes cenários, incluindo desastres naturais, crises sanitárias, ataques cibernéticos, falhas de infraestrutura e conflitos militares.

A estratégia também prevê melhorias nos sistemas de alerta, programas educativos e maior cooperação entre governos, empresas e organizações de proteção civil.

As recomendações significam que uma guerra está próxima?

Não. As orientações para manter alimentos e água em casa não representam, por si só, um aviso de guerra iminente.

No caso do Reino Unido, o governo destacou principalmente os riscos de interrupção de serviços provocados por fenômenos climáticos extremos e outros incidentes.

A campanha foi lançada depois de tempestades registradas no inverno anterior e incêndios florestais durante o verão britânico, episódios que demonstraram como situações de emergência podem afetar o cotidiano da população.

A estratégia europeia tem um alcance mais amplo e inclui ameaças militares entre os cenários considerados, mas também contempla crises ambientais, sanitárias e tecnológicas.

Na Alemanha, o governo reconhece que a guerra na Ucrânia aumentou o interesse da população por informações sobre preparação para emergências.

As recomendações, entretanto, são medidas preventivas e não indicam que exista uma previsão oficial de conflito iminente nos países mencionados.

Como montar um estoque de emergência

As autoridades britânicas recomendam começar verificando os produtos que já existem em casa e identificar o que seria necessário para enfrentar alguns dias sem acesso a supermercados ou serviços básicos.

A orientação é dar preferência a alimentos consumidos normalmente pela família, com prazo de validade longo e que possam ser preparados ou ingeridos mesmo sem eletricidade.

O governo também recomenda manter números de telefone importantes anotados em papel, já que celulares e serviços de internet podem ficar indisponíveis durante uma emergência.

Outra medida sugerida é revisar os suprimentos a cada seis meses, substituindo produtos próximos do vencimento e adaptando o estoque às necessidades dos moradores.

A campanha britânica terá duração de três anos e contará com a participação de organizações comunitárias, empresas e instituições que ajudarão a divulgar as recomendações.

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Com informações da Notícias ao Minuto

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