Integrante da ala de extrema-direita afirmou que alvos não precisam representar ameaça imediata/ Foto: Reprodução
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu que o país promova a morte de 30 a 40 pessoas por noite na Faixa de Gaza por meio de ataques direcionados. A declaração foi dada durante participação no podcast do ex-refém israelense Rom Braslavski e ganhou repercussão neste domingo (16).
Na entrevista, Ben-Gvir expressou discordância do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu quanto à recente diminuição no ritmo das operações militares no território palestino. Segundo o ministro, as ações não deveriam se restringir a alvos que representem ameaça imediata. Ele afirmou que existem pessoas em Gaza que “não deveriam viver” e declarou que elas “não são pessoas”.
Ben-Gvir é um dos principais expoentes da ala de extrema-direita da coalizão governamental e lidera o partido Otzma Yehudit (Poder Judaico). Apesar do cargo na pasta da Segurança Nacional, a função dá a ele controle sobre a polícia e o sistema penitenciário de Israel, sem autoridade direta sobre as Forças Armadas ou sobre a condução de operações militares em Gaza.
Durante a gravação, o ministro reforçou posições que defende publicamente, como o incentivo à saída em massa da população palestina da Faixa de Gaza e a reocupação do território por meio de assentamentos israelenses.
Ben-Gvir afirmou considerar toda a região como parte integrante do território de Israel e voltou a defender o estímulo à emigração de moradores palestinos. A proposta de incentivar o deslocamento da população e reestabelecer colônias na região já havia sido apresentada pelo ministro em ocasiões anteriores sob o termo de “emigração voluntária”.







