Mapa da seca muda e aponta avanço da estiagem no Juruá

Compartilhar

0%

Pronto para ouvir

As condições de seca avançaram no Acre entre agosto e setembro de 2026, segundo o monitoramento mais recente do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). A atualização mostra que o cenário de estiagem se intensificou no estado durante o período, especialmente na região do Juruá.

O levantamento faz parte do Monitoramento de Secas e Impactos no Brasil – Setembro de 2026, publicado pelo Cemaden nesta sexta-feira (2). No cenário nacional, o órgão também identificou uma intensificação significativa da seca entre agosto e setembro.

Seca no Vale do Juruá/Foto: Juan Diaz/ContilNet

De acordo com o Índice Integrado de Seca (IIS-3), o número de municípios brasileiros classificados nas categorias de seca severa e seca extrema passou de 157, em agosto, para 276 em setembro, um aumento de 75,8%.

A quantidade de municípios em seca extrema saltou de 4 para 54, enquanto os classificados em seca severa passaram de 153 para 222.

Levantamento faz parte do Monitoramento de Secas e Impactos no Brasil – Setembro de 2026, publicado pelo Cemaden — Foto: Reprodução

Acre registra avanço da estiagem

No Acre, os dados da Plataforma Alerta-Secas mostram a mudança nas condições de estiagem ao longo do período. Na atualização de setembro, municípios do Vale do Juruá aparecem nas categorias de seca fraca e seca moderada.

No IIS-3, Porto Walter aparece com seca moderada, enquanto Marechal Thaumaturgo e Jordão estão classificados com seca fraca.

LEIA TAMBÉM: Acre pode enfrentar agravamento da seca com avanço de El Niño, diz boletim

Já no índice de curto prazo, o IIS-1, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e Jordão aparecem na categoria de seca fraca.

Apesar do avanço registrado, o Acre não aparece entre os estados com municípios classificados pelo Cemaden nas categorias de seca severa ou extrema na atualização de setembro.

Seca se intensifica no Norte

O levantamento também mostra que o avanço da seca não ficou restrito ao Acre. Na região Norte, Roraima e Amazonas registraram aumento expressivo nas áreas classificadas em níveis mais severos.

Em Roraima, o número de municípios em seca severa passou de 3, em agosto, para 11 em setembro. No Amazonas, o total passou de 4 para 13.

Segundo o Cemaden, a intensificação ocorre, em grande parte, sobre áreas que já apresentavam seca persistente. Dos 276 municípios brasileiros classificados em seca severa ou extrema em setembro, 262, ou 95%, já apresentavam alguma condição de seca desde julho.

Impactos também aparecem em áreas rurais

O monitoramento aponta ainda aumento dos possíveis impactos da estiagem sobre áreas agroprodutivas. Em setembro, 317 municípios tinham pelo menos 40% de suas áreas agrícolas e/ou de pastagens potencialmente afetadas pela seca.

O número representa 109 municípios a mais que em agosto.

Desse total, 228 municípios tinham mais de 80% da área agropecuária potencialmente afetada. Os maiores números foram registrados em Alagoas, Bahia e Sergipe.

O Cemaden também identificou avanço da seca em assentamentos rurais e unidades de conservação. Entre agosto e setembro, aumentou o número de áreas classificadas nas categorias mais severas, mostrando que a estiagem ganhou intensidade em diferentes setores monitorados pelo órgão.

Com informações da ContilNet

Rolar para cima