A vice-governadora Mailza Assis anunciou nesta segunda-feira (4 de maio de 2026) a abertura de novas inscrições para o programa Mulheres Mil no Acre. A iniciativa, que une educação profissional e inclusão social, foca em mulheres a partir dos 16 anos que se encontram em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O grande diferencial desta etapa é a garantia de uma bolsa-auxílio, pensada para custear transporte e alimentação, evitando que a falta de recursos básicos impeça a conclusão dos cursos.
Porta aberta para a autonomia financeira
Os cursos, executados em parceria com o Instituto de Educação Profissional e Tecnológica (IEPTEC), abrangem áreas com demanda real no mercado de trabalho acreano. Além da técnica, o programa trabalha eixos de cidadania, direitos da mulher e empreendedorismo. Em um estado onde o desemprego feminino ainda é um desafio estrutural, a oferta de qualificação gratuita com suporte financeiro é vista como uma ferramenta estratégica para romper ciclos de dependência e pobreza.
As interessadas devem procurar as unidades do IEPTEC ou os pontos de apoio indicados pelo Governo do Estado para garantir a pré-matrícula. A meta é que, até o final de 2026, centenas de acreanas saiam do programa prontas para o mercado formal ou para iniciar seus próprios negócios nas comunidades e ramais da região.
A visão do Acre Atual: Entre o curso e o prato de comida
Anunciar o “Mulheres Mil” neste 4 de maio de 2026 é uma jogada acertada da gestão Mailza. No Acre Atual, avaliamos que o maior inimigo da qualificação no nosso estado não é a falta de vontade da mulher acreana, mas a barriga vazia. Oferecer o curso com a bolsa é entender que, para quem mora no ramal ou na periferia de Rio Branco, o “corre” diário pela sobrevivência não dá trégua. A bolsa-auxílio é o fôlego necessário para que essa mulher não precise escolher entre estudar ou garantir a janta dos filhos. Agora, o desafio é fazer com que esses cursos não virem apenas estatística: o mercado local precisa absorver essa mão de obra, senão teremos apenas mulheres “diplomadas e desempregadas”. O governo deu o passo inicial, mas o setor privado precisa abrir as portas para esse “mil” de talentos.
Link de Fonte: ContilNet Notícias







