Casos de corrupção envolvendo figuras ligadas a candidatos presidenciais não têm provocado impacto negativo nas pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2026. Essa é a avaliação de Leandro Gabiati, cientista político e diretor da Dominium, que analisou os desdobramentos dos casos Lulinha e “Dark Horse” no cenário eleitoral brasileiro ao WW.
Segundo Gabiati, as investigações em andamento foram acompanhadas de perto pelos institutos de pesquisa, que aguardavam algum reflexo nas intenções de voto. No entanto, os resultados surpreenderam ao não confirmar a expectativa de que escândalos de corrupção afetariam o desempenho dos candidatos.
Paradoxo entre discurso e comportamento eleitoral
Gabiati destacou um paradoxo revelado pelas próprias pesquisas. “Quando os institutos perguntam para o eleitor quais são as maiores preocupações do cidadão, as prioridades, vem primeiro violência e insegurança, e em segunda ordem vem a corrupção”, afirmou.
Ainda assim, segundo ele, “se a corrupção é um fator relevante, isso não se identifica ou não se transfere ao desempenho dos candidatos”. Para o especialista, trata-se de “um paradoxo que está posto, que está evidente”.
No caso do “Dark Horse”, Gabiati observou que houve um leve impacto inicial nas pesquisas, mas que logo foi revertido.
Já em relação ao caso Lulinha, mesmo com maior materialidade na investigação e ampla cobertura nas últimas semanas, as pesquisas não identificaram qualquer tipo de abalo nas intenções de voto.
Perspectivas para o período eleitoral
O especialista ponderou que o cenário ainda pode mudar com o início do horário eleitoral e da propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
“Talvez as campanhas tentem explorar mais de alguma forma para atingir o outro”, avaliou Gabiati. Contudo, ele ressaltou que, até o momento, a corrupção “não abala nenhum dos dois principais candidatos” nas pesquisas de intenção de voto para 2026.







