Laudo confirma tortura e traumatismo em morte de menino no interior

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Laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a causa da morte do menino Davi Lucas Santos Maia, de 3 anos, foi traumatismo craniano. A criança morreu na terça-feira (8), após ser levada ao hospital de Porto Acre pela mãe, Ana Clara dos Santos, de 18 anos, e pelo padrasto, Tácio Gomes dos Santos, de 23. O laudo também identificou queimaduras de ferro e lesões em diversas partes do corpo da vítima. A informação foi confirmada pelo avô materno de Davi, João Evangelista.

À polícia, o casal relatou inicialmente que a criança teria sofrido uma queda de escada. A versão levantou suspeitas e os dois foram conduzidos à delegacia para registrar o boletim de ocorrência.

Ao examinar o corpo, a Polícia Civil constatou sinais que, segundo avaliação preliminar, não eram compatíveis com uma queda. O delegado Carlos Bayma, responsável pelo caso, resumiu o entendimento inicial da investigação. “Segundo a família, o padrasto e a mãe, a criança morreu no caminho e eles foram à delegacia registrar o BO. A minha investigação foi ver o corpo e viu que a criança tinha sido possivelmente espancada”, afirmou.

Em entrevista sobre o andamento das apurações, Bayma revelou que a principal linha de investigação trabalha com a hipótese de homicídio qualificado por agressões e possível tortura. Segundo o delegado, o corpo de Davi Lucas apresentava diversas lesões visíveis e espalhadas, o que motivou o alerta imediato das equipes policiais e periciais. “O que tem na nossa investigação trabalha já com homicídio. Possível tortura, possível tortura. Bastante marcas espalhadas, nádegas, costas, pernas”, declarou.

Apesar dos fortes indícios reunidos no início das diligências, o delegado destacou que a polícia aguardava, até aquele momento, o envio dos laudos periciais para obter a confirmação científica da causa da morte e da dinâmica das lesões. Essa confirmação avança agora com o resultado divulgado pelo IML.

A mãe e o padrasto de Davi Lucas continuam presos após audiência de custódia realizada na quarta-feira (9). Na ocasião, a Justiça acolheu pedido do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e converteu as prisões em flagrante dos dois investigados em prisões preventivas. Segundo o MPAC, os elementos reunidos até o momento justificam a manutenção da dupla presa para o aprofundamento das investigações e a apuração de eventual responsabilidade na morte da criança.

Com informações Yaco News

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