A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou, nesta sexta-feira (8 de maio de 2026), um relatório técnico detalhado alertando para o aumento crítico na circulação de patógenos no estado do Acre, com foco especial em Rio Branco. O monitoramento, realizado através do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica, indica uma pressão crescente sobre o sistema de saúde local devido à co-circulação de arboviroses e o surgimento de novos focos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Dados de Positividade e Vírus em Circulação
O boletim InfoGripe e os dados de vigilância genômica da Fiocruz destacam que o Acre apresenta uma das maiores taxas de positividade para a Febre do Oropouche na Região Norte neste primeiro semestre de 2026. Além disso, os testes laboratoriais indicam a manutenção de casos de Dengue tipo 2 e um aumento sazonal de vírus respiratórios em crianças de 0 a 9 anos, fenômeno intensificado pelas variações climáticas recentes na região amazônica.
A Fiocruz recomenda que as autoridades estaduais e municipais intensifiquem as ações de controle de vetores (mosquitos e maruins) e reforcem o estoque de insumos laboratoriais para diagnóstico rápido. O alerta ressalta que a detecção precoce é fundamental para evitar o agravamento de casos de Oropouche, que podem evoluir com sintomas neurológicos (meningite asséptica) em uma pequena parcela dos pacientes.
A fundação também orienta a população a buscar atendimento médico aos primeiros sinais de febre persistente, dores intensas nas articulações ou dificuldade respiratória, evitando a automedicação que pode mascarar sintomas de gravidade.
Link de Fonte: ContilNet / Fiocruz







