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Executor do assassinato de médica Elyne Nogueira diz ter recebido R$ 10 mil de um total de R$ 40 mil pagos pelo crime

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Delegado Alex Danny detalha ação cirúrgica da Polícia Civil que resultou na prisão e confissão de acusado em Brasiléia – Foto cedida

A investigação sobre o assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, avançou nesta sexta-feira (6) com a confirmação de que o homem apontado como autor dos disparos confessou a execução do crime. Lucival Lopes de Souza, conhecido como “Pitaca”, foi preso na noite de quinta-feira (5), durante uma operação da Polícia Civil na zona rural de Epitaciolândia, após vários dias de buscas.

Em entrevista coletiva na manhã desta sexta, o delegado Alex Danny, responsável pelo caso, afirmou que Lucival foi interrogado depois da prisão e confessou ter sido o executor da morte da médica, assassinada a tiros na noite de 2 de novembro, em Brasiléia.

Segundo o delegado, o cumprimento do mandado de prisão ocorreu sem resistência ou necessidade de uso de força. A captura aconteceu após decisão judicial que autorizou a prisão do suspeito.

Crime teria custado R$ 40 mil

Um dos principais detalhes apresentados pela Polícia Civil foi o valor que teria sido pago pela execução. De acordo com Alex Danny, o próprio suspeito informou que o crime envolveu o pagamento de R$ 40 mil. Desse total, Lucival teria recebido R$ 10 mil, enquanto outras pessoas envolvidas na intermediação teriam ficado com a quantia restante.

O delegado afirmou que a investigação já identificou pessoas que teriam participado dessa articulação, mas ainda trabalha para esclarecer como ocorreu a conexão entre o mandante e o executor. A Polícia Civil aponta o ex-companheiro da médica, Francisco Valadares, que permanece hospitalizado, como mandante do crime.

“Esse é um fato que está muito claro para nós, que foi um crime de mando”, declarou o delegado, ao explicar que a identificação dos intermediários é uma das etapas que ainda precisam ser concluídas.

Investigação busca esclarecer a motivação

Questionado sobre a motivação do assassinato, Alex Danny afirmou que ainda não é possível apresentar uma conclusão, uma vez que esse aspecto depende do aprofundamento das informações relacionadas ao suposto mandante. O delegado mencionou a existência de procedimentos anteriores envolvendo violência doméstica, ameaças e perseguição, mas ressaltou que parte desses registros tramitou diretamente pelo sistema de Justiça, sem passar pela Polícia Civil.

Durante a entrevista, o delegado também informou que Lucival declarou integrar uma facção criminosa, mas teria dito que recebeu, na manhã de 3 de novembro, a comunicação de seu desligamento do grupo. Segundo o relato atribuído ao preso, a facção não aceitaria crimes de mando ou pistolagem.

Situação do investigado apontado como mandante

A Polícia Civil também comentou a situação de Francisco Valadares, que foi encontrado desacordado em casa na manhã de 3 de novembro e permanece sob cuidados médicos e acompanhamento policial. Segundo Alex Danny, quando o ex-companheiro da médica foi localizado, havia sobre a mesa onde estava debruçado medicamentos, um pó semelhante à cocaína e um computador aberto em páginas da internet sobre a morte de Elyne.

O delegado afirmou que a investigação continua acompanhando a situação do hospitalizado. Embora exista ordem de prisão contra ele, o cumprimento efetivo da custódia está condicionado às condições clínicas, já que o investigado está impossibilitado de tomar ciência formal da medida neste momento.

Com a prisão e a confissão atribuída a Lucival, a Polícia Civil busca agora esclarecer a participação dos intermediários e reunir os elementos necessários para completar a reconstrução do crime. A investigação ainda precisa detalhar como a ordem teria sido transmitida até o executor e qual foi a participação de cada pessoa envolvida.

Com informações da Portal do Acre

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