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Corpo de criança é localizado e buscas por vítimas de desabamento são encerradas

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Corpo de criança é localizado e buscas por vítimas de desabamento são encerradas

Controladoria investiga atestado de demissão assinado por funcionária pública sobre estrutura que ruiu/ Foto: Reprodução

As equipes do Corpo de Bombeiros encerraram, no início da tarde deste domingo (13), os trabalhos de resgate nos escombros do prédio em obras que desabou sobre uma residência na Penha, zona leste da capital paulista. A localização do corpo de uma menina de sete anos confirmou o balanço final da tragédia: seis mortos e dois sobreviventes.

O desabamento ocorreu por volta das 2h de sábado (12), na Rua Tequici, nº 61. A estrutura em construção ruiu sobre uma casa vizinha onde viviam os moradores atingidos.

Entre os mortos estão três mulheres — uma delas grávida —, duas crianças e um homem. Um homem de cerca de 30 anos e outra criança de sete anos foram resgatados com vida pelos socorristas e encaminhados para atendimento hospitalar. Com a localização de todas as vítimas, a área foi liberada para os trabalhos de perícia da Polícia Civil e ações da Defesa Civil.

A obra era realizada pela construtora New Home. O advogado da empresa, Alexandre Sampi, afirmou que o empreendimento operava em situação regular e com alvará válido, alegando que um embargo anterior havia sido cassado. Segundo a defesa, a construtora presta assistência às famílias afetadas e aguarda o laudo pericial para apurar as causas do colapso.

O histórico do imóvel, contudo, aponta ações administrativas e judiciais. Em 2019, a Prefeitura de São Paulo autuou e interditou o local por falta de licença. Em 2021, o município recorreu à Justiça para interromper o avanço das obras. Segundo declarações do prefeito Ricardo Nunes, a responsabilidade técnica da construção estava a cargo de um engenheiro que mantinha a obra em sociedade com o próprio pai.

Paralelamente, a administração municipal anunciou o afastamento preventivo, por pelo menos 30 dias, de uma servidora lotada na Subprefeitura da Penha. O procurador-geral do município, Daniel Falcão, informou que a medida visa garantir a apuração interna conduzida pela Controladoria-Geral do Município.

A funcionária assinou um documento em fevereiro de 2024 declarando que a estrutura antiga existente no terreno fora inteiramente demolida para dar lugar ao novo prédio. A verificação do local, confirmada inclusive pelo representante jurídico da construtora, constatou que a demolição atestada no documento oficial nunca ocorreu.

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