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Contas públicas têm superávit de R$ 103,7 bilhões em janeiro, aponta Banco Central

Boletim de Estatísticas Fiscais mostra resultado positivo no primeiro mês de 2026, impulsionado por superávits do governo central e regionais.
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Banco Central
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O ano de 2026 começou com um sinal positivo para as finanças do país. De acordo com o Boletim de Estatísticas Fiscais divulgado pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (27), as contas públicas têm superávit de R$ 103,7 bilhões em janeiro. O resultado, no entanto, é ligeiramente inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando o superávit foi de R$ 104,1 bilhões.

Detalhamento do Resultado

O superávit primário é o saldo positivo entre as receitas e as despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. O resultado de janeiro foi puxado principalmente pelos superávits do governo central (que inclui Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), que contribuiu com R$ 87,3 bilhões, e dos governos regionais (estados e municípios), com R$ 21,3 bilhões. Na contramão, as empresas estatais apresentaram um déficit de R$ 4,9 bilhões no período.

O resultado mostra que, no primeiro mês do ano, o setor público consolidado conseguiu arrecadar mais do que gastou, um indicador importante para a saúde fiscal do país. A informação reforça a trajetória de controle das despesas, embora o resultado seja praticamente estável em relação a 2025.

Dívida Pública e Projeções

O boletim do BC também trouxe atualizações sobre o endividamento do país. A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que inclui INSS e os governos federal, estaduais e municipais, atingiu R$ 10,1 trilhões em janeiro. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o índice se manteve estável em 78,7%, o mesmo patamar do mês anterior.

Já a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) ficou em 65,0% do PIB (R$ 8,3 trilhões), registrando uma pequena queda de 0,3 ponto percentual. Segundo o Banco Central, esse resultado foi influenciado pelo superávit primário, pela variação do PIB nominal e pela valorização cambial, entre outros fatores. Apesar do superávit, o patamar da dívida permanece elevado, e os analistas seguem atentos à trajetória fiscal para o restante do ano. O Boletim Focus já havia indicado expectativas de crescimento do PIB e controle da inflação, e o superávit de janeiro é um dado que será incorporado às próximas projeções do mercado financeiro.

Fonte: Metrópoles

Redigido por Acre Atual

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