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Boulos critica “ganância” de distribuidoras em meio à alta do diesel e anuncia medidas para caminhoneiros

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), reuniu-se nesta quarta-feira (25) com representantes de caminhoneiros no Palácio do Planalto para discutir os impactos da alta do diesel. Após o encontro, Boulos criticou a "ganância" de distribuidoras e a "omissão" de governadores que não reduzem o ICMS, e anunciou a criação de uma mesa de diálogo para acompanhar a tramitação da Medida Provisória (MP) do piso mínimo do frete no Congresso. A MP prevê multas de até R$ 10 milhões para empresas que descumprirem a tabela.
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Guilherme Boulos
Paulo Pinto/Agência Brasil

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), recebeu representantes de caminhoneiros no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (25) para ouvir as demandas da categoria em meio à crise provocada pelo aumento do diesel nos postos. Após o encontro, Boulos criticou duramente as distribuidoras de combustíveis e governadores estaduais, e anunciou medidas para acompanhar a tramitação da Medida Provisória (MP) do piso mínimo do frete no Congresso.

Críticas e medidas

“Os caminhoneiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade e da ganância dessas distribuidoras que tão aumentando o preço artificialmente, mesmo com a isenção do PIS/Cofins pelo presidente Lula”, declarou Boulos. Ele também criticou a “omissão de determinados governadores que não querem mexer no ICMS” para estabilizar o preço do diesel diante da guerra no Oriente Médio. Para acompanhar a MP que endurece as sanções contra empresas que descumprem o piso do frete, o ministro anunciou a criação de uma mesa de diálogo com a categoria durante a tramitação da medida no Congresso.

MP do frete e próximos passos

A MP publicada na última semana determina sanções e multas de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões para empresas que descumprirem de forma reiterada a tabela dos pisos mínimos de frete. “O compromisso do nosso governo é que o texto enviado da Medida Provisória seja defendido pela bancada do governo na Câmara, no Senado Federal, para que esse direito que o presidente Lula assinou e garantiu aos caminhoneiros de todo o Brasil se torne definitivamente lei”, frisou Boulos. O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Santos, Luciano Santos, afirmou que a categoria pressionará parlamentares pela manutenção dos termos negociados.

Fonte: Metrópoles

Redigido por Acre Atual

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