Os dados divulgados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), que apontavam 1.016 quilos de drogas apreendidos no Acre entre janeiro e julho de 2026, estão desatualizados, segundo o Grupo Especial de Fronteira (Gefron). O levantamento atualizado da corporação mostra que as apreensões realizadas pela unidade já somam 2.170,322 quilos de entorpecentes em 2026, volume que representa o maior resultado anual de toda a sua série histórica.
Entenda: Acre registra queda nas apreensões de drogas pelo segundo ano seguido
O número muda completamente o cenário apresentado pelos dados disponíveis no painel nacional, que indicavam 1.016 quilos de drogas apreendidos entre janeiro e julho deste ano. A diferença ocorre porque, segundo os novos dados fornecidos pelo Gefron, o volume atualizado já ultrapassa duas toneladas e representa o maior resultado anual de apreensões registrado pela unidade desde sua criação, em 2019.
De acordo com o levantamento do Gefron, 2026 já superou, inclusive, todos os resultados anuais registrados nos anos anteriores. Em 2025, foram apreendidos 851,38 quilos; em 2024, 638,72 quilos; e em 2023, 1.319,45 quilos.
Na comparação com 2025, o volume apreendido em 2026 representa um aumento de 154,66%. Em relação a 2023, quando havia sido registrado o maior volume da série até então, o crescimento é de 64,49%.
A série histórica do Gefron mostra ainda que, em 2020, foram apreendidos 1.174,23 quilos de entorpecentes; em 2021, 857,21 quilos; e, em 2022, 718,10 quilos. Em 2019, ano de criação da unidade, foram contabilizados 24,87 quilos.
Somando todos os anos, de 2019 a 2026, o Gefron contabiliza 7.754,282 quilos de entorpecentes apreendidos, o equivalente a aproximadamente 7,75 toneladas. Desse total, quase 5 toneladas (4.979,872 quilos) foram apreendidas entre 2023 e 2026.
Os números atualizados, no entanto, não devem ser comparados automaticamente como se representassem a mesma base do levantamento anterior do Sinesp. O dado anteriormente divulgado correspondia ao painel nacional e ao recorte de janeiro a julho, enquanto as informações agora apresentadas pelo Gefron refletem as apreensões contabilizadas pela própria unidade em sua série histórica.







