O que parecia uma vitória consolidada das forças de segurança sofreu um revés amargo neste início de semestre. Segundo dados consolidados até este sábado (2 de maio de 2026), o Acre registrou uma alta expressiva nos índices de roubo e furto de veículos, quebrando um ciclo de reduções consecutivas que vinha desde 2022. O aumento da criminalidade contra o patrimônio automobilístico acende o sinal vermelho para proprietários e autoridades, especialmente na capital e nas cidades de fronteira.
De acordo com o balanço, a modalidade de “furto” (quando não há violência direta) cresceu principalmente em áreas comerciais e polos universitários, enquanto o “roubo” (assalto à mão armada) tem se concentrado em bairros periféricos e durante a chegada de moradores às suas residências. Especialistas apontam que a rearticulação de grupos criminosos e o aquecimento do mercado clandestino de peças são os principais combustíveis para essa nova onda.
A Polícia Militar reforçou o patrulhamento em “manchas criminais” identificadas pelo serviço de inteligência, mas a porosidade da fronteira com a Bolívia e o Peru continua sendo o maior desafio: muitos veículos roubados em Rio Branco são levados para o exterior em menos de seis horas, dificultando a recuperação.
A visão do Acre Atual: A “Fronteira Peneira” ataca novamente
A notícia desta alta em 2 de maio de 2026 é um balde de água fria na propaganda oficial de que “o Acre está seguro”. No Acre Atual, avaliamos que a queda nos anos anteriores criou um relaxamento perigoso nas políticas de cercamento eletrônico. Enquanto o governo celebrava números baixos, o crime se organizava para criar novas rotas. Não adianta ter viatura nova na capital se a BR-317 e a BR-364 continuam sendo rodovias de exportação de carros roubados. O cidadão agora volta a ter aquele frio na barriga ao abrir o portão de casa. O recado para a cúpula da segurança é claro: ou apertam a fiscalização nos postos de fronteira agora, ou 2026 será lembrado como o ano em que o “Leão do Norte” perdeu as chaves da própria garagem para a bandidagem.
Fonte: ac24horas / SESP-AC
Redigido por Acre Atual







