Apenas metade dos moradores de Rio Branco diz se sentir protegida pela PM

Estudo revela crise na percepção de segurança pública da capital, onde 50% da população aponta desconfiança e vulnerabilidade nas ruas.
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Polícia Acre
Foto: Whidy Melo/ac24horas

O diagnóstico da segurança pública e o sentimento de vulnerabilidade que dita o comportamento dos moradores na capital do extremo Norte ganharam um indicador alarmante que expõe a distância entre o policiamento e as ruas. Conforme dados de uma pesquisa estatística inédita consolidada nesta quarta-feira (17 de junho de 2026), apenas metade dos moradores de Rio Branco afirma se sentir protegida pelas ações da Polícia Militar. O índice revela uma severa fratura na percepção de eficiência das forças ostensivas.


Sensação de Abandono, Medo nos Bairros e o Desafio do Patrulhamento

De acordo com os analistas e especialistas em criminologia responsáveis pelo levantamento, o fato de 50% dos rio-branquenses manifestar desconfiança ou relatar falta de proteção decorre da ausência de patrulhamento fixo nas periferias e do avanço das facções em territórios críticos. A população aponta que a presença da PM é reativa — ocorrendo quase sempre após a consumação dos delitos —, o que alimenta o sentimento de desamparo diário. Para os moradores de bairros mais distantes do centro, as viaturas raramente entram nas travessas sem iluminação, forçando a comunidade a criar barreiras próprias de proteção e a viver em constante estado de alerta.

Métrica de Confiança na PM Percentual Apurado na Capital (2026) Reflexo Direto na Comunidade Urbana
Sente-se Protegido pela PM Apenas 50% dos moradores Metade da cidade vive em desconfiança com a segurança.
Sensação Dominante Vulnerabilidade nas periferias Abandono e medo de transitar em áreas sem viaturas.
Fator Crítico Relatado Ação reativa em vez de preventiva Demanda por patrulhamento ostensivo permanente nos bairros.

Essa crise de confiança na eficiência da PM explica perfeitamente por que o desespero tomou conta da rotina urbana, com levantamentos provando que quase 9 em cada 10 moradores de Rio Branco mudaram hábitos por medo da violência, enclausurando-se dentro de casa para fugir do crime. A asfixia social ocorre mesmo com o esforço das corporações na ponta, que registram quase 6 prisões por dia por mandado judicial no Acre, mas o cerco das facções e o cenário de violência doméstica — exemplificado pelo homem preso em Cruzeiro do Sul após espancar a própria irmã — continuam mantendo o Acre no topo do Atlas da Violência por exibir uma taxa de homicídios de mulheres negras substancialmente maior do que a de não negras.

Link de Fonte: ac24horas

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