Acre Atual

Alan e Bocalom atacam governo por crise na saúde

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Fotos: Sérgio Vale

O candidato ao governo do Acre Alan Rick (Republicanos) questionou Tião Bocalom (PSDB), durante o primeiro debate entre os candidatos ao governo, nesta sexta-feira (11), sobre a situação da saúde pública no Estado. Alan citou a morte de João da Costa nos corredores do Pronto-Socorro de Rio Branco, o atendimento de um paciente em Santa Rosa do Purus e as filas para consultas, exames e cirurgias.

“Nós vimos com perplexidade a morte do senhor João da Costa nos corredores do pronto-socorro de Rio Branco. Nós vimos aquele atendimento negligenciado em Santa Rosa do Purus. Nós temos visto pessoas sofrendo por falta de atendimento e por demora excessiva na fila, na fila da cirurgia, na fila dos exames”, afirmou.

Na resposta, Bocalom reconheceu a gravidade da situação e afirmou que pretende ampliar a presença de especialistas nos hospitais regionais. Segundo ele, será necessário oferecer melhores salários para evitar que médicos formados no Acre deixem o Estado em busca de remunerações maiores.

“A saúde do Acre realmente está na UTI. A gente viu os hospitais regionais. Realmente falta muita coisa. Está faltando especialista nos hospitais regionais”, declarou.

Bocalom afirmou que pretende contratar especialistas para todas as regionais e disse que, se necessário, o governo deverá pagar mais para manter os profissionais no Estado.

“Se for preciso pagar mais para especialista não deixar o Acre, nós vamos pagar mais. Porque os especialistas estão se formando aqui e indo embora do Acre, porque lá fora ganha mais”, afirmou.

O candidato também prometeu regularizar o fornecimento de medicamentos e enfrentar as filas de exames e cirurgias. Ele afirmou que há casos em que pacientes são chamados para realizar procedimentos apenas depois de anos, quando já morreram.

“Assim como eu já fiz em Rio Branco, não deixei mais faltar medicamento. Nós também não vamos deixar faltar mais medicamentos na saúde do Estado do Acre, porque falta muito medicamento. Nós vamos regularizar essa fila que dá dó”, disse.

Bocalom também voltou a defender a criação de hospitais de pequeno porte nos municípios e atribuiu os problemas da saúde à falta de gestão e ao uso inadequado dos recursos públicos.

“Não é difícil de fazer saúde. Precisa de gestão, precisa parar com a roubalheira. O que precisa mesmo é gastar bem o dinheiro público. E se gastando bem o dinheiro público, pode ter certeza, se não roubar o dinheiro dá”, afirmou.

Na réplica, Alan Rick voltou ao caso de João da Costa e afirmou que o paciente, que tinha câncer, deveria ter recebido atendimento no Unacom. O candidato disse ter destinado recursos para a estrutura da unidade quando exercia mandato parlamentar.

“Veja que o senhor João era um paciente de câncer que deveria ter sido atendido no Unacon, o Unacon que nós ajudamos a estruturar. Inclusive o pronto atendimento, colocamos emenda ali, mais de R$ 1,4 milhão ainda no ano de 2018, 2019”, afirmou.

Alan disse que pretende reforçar a estrutura do Unacon e ampliar o atendimento aos pacientes oncológicos. Também prometeu uma parceria com o Hospital de Amor de Barretos, que mantém unidade em Rio Branco.

“O Acre terá atendimento digno para seus pacientes oncológicos. Nós vamos reforçar o Unacon, vamos aumentar a sua capacidade de atendimento, melhorando sua estrutura, e vamos fazer um grande convênio, uma grande parceria com o Hospital de Amor de Barretos, que está aqui em Rio Branco”, declarou.

O candidato também prometeu valorizar os servidores da saúde, manter gratificações, criar um Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) para a categoria e melhorar as condições de trabalho.

Na tréplica, Bocalom reforçou a proposta de criar hospitais de pequeno porte em cada município e disse que pretende contratar médicos e dentistas conforme a necessidade de cada região.

“Além disso, vamos ter os hospitais de pequeno porte em cada município. Eu sei da necessidade disso. Eu viajei todos os municípios e conversei com todo mundo”, afirmou.

Bocalom também defendeu a valorização dos servidores e disse que pretende melhorar as condições de trabalho dos profissionais da saúde. “Precisamos acabar com essa história de que não temos condições de contratar novos médicos. Precisamos contratar sim novos médicos, o que for necessário para salvar vidas”, afirmou.

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