Acre tem a segunda maior cobertura da vacina contra VSR em gestantes da região Norte

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O Acre registra 82,86% de cobertura vacinal contra o vírus sincicial respiratório (VSR) entre gestantes, a segunda maior da região Norte, atrás apenas de Rondônia, com 89,74%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (4) pela Pfizer Brasil. O índice acreano está abaixo da média nacional, que é de 84,48%.

Além de Rondônia e Acre, o ranking da região Norte tem Pará (76,89%), Tocantins (75,31%), Roraima (74,62%), Amapá (73,74%) e Amazonas (72,58%), que tem o menor índice entre os estados do Norte e do Centro-Oeste. Rondônia é o único estado do Norte acima da média do país.

A vacina contra o VSR para gestantes integra o Calendário Nacional de Vacinação e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) desde dezembro de 2025. A recomendação é de uma dose a cada gestação, a partir da 28ª semana, o que permite que os anticorpos da mãe cheguem ao bebê ainda durante a gravidez. O VSR é o principal causador de bronquiolite em crianças menores de 2 anos.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 1,2 milhão de doses haviam sido aplicadas no país até julho de 2026. No primeiro semestre deste ano, a vacinação de gestantes esteve associada a uma redução de 52,5% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre bebês menores de seis meses, em comparação com o mesmo período de 2025. A pasta estima que cerca de 6,8 mil casos graves tenham sido evitados.

Pesquisa do Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipsos-Ipec), realizada a pedido da Pfizer Brasil, mostra que o conhecimento das gestantes sobre a possibilidade de vacinação durante a gravidez avançou nas regiões Norte e Centro-Oeste. Em 2024, 12% das entrevistadas sabiam que a imunização contra o VSR poderia ser feita na gestação. Em 2026, o percentual chegou a 47%, um crescimento de 35 pontos percentuais. Na primeira edição do levantamento, a vacina estava disponível apenas na rede privada.

Os resultados de percepção da pesquisa se referem ao conjunto das duas regiões. Nelas, 76% das gestantes afirmam saber que existe um calendário específico de vacinação para quem está grávida, e 57% associam a vacinação na gestação a sentimentos de proteção e cuidado, ante 46% em 2024. Por outro lado, 38% das entrevistadas dizem não saber que há meios de prevenção contra o VSR disponíveis no SUS.

Sobre a bronquiolite, todas as entrevistadas afirmaram já ter ouvido falar da doença. Entre elas, 40% associam a bronquiolite ao VSR, 11 pontos percentuais a mais que em 2024, e 51% reconhecem que ela pode ser grave.

Para a diretora médica da Pfizer Brasil, Adriana Ribeiro, os dados indicam avanço. “O salto de 12% para 47% indica que a possibilidade de vacinação durante a gravidez passou a fazer parte do repertório de um número maior de mulheres. O próximo passo é aprofundar esse conhecimento, especialmente sobre a gravidade da bronquiolite e as formas de prevenção”, afirmou. Ela acrescentou que o pré-natal é um momento relevante para as gestantes conversarem com os profissionais de saúde sobre as estratégias de prevenção e entenderem como a imunização materna pode contribuir para a proteção do bebê nos primeiros meses de vida.

A pesquisa foi feita com 530 gestantes brasileiras, de 18 a 45 anos, entre 13 e 28 de julho de 2026, por meio de entrevistas online. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 4 pontos percentuais.

Com informações do ac24horas

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