A taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais caiu de 9,4% para 8,9% no Acre entre 2024 e 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C) divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) nesta quinta-feira (10). Apesar da redução, o índice acreano permanece acima da média nacional, que chegou a 4,9%, a menor da série histórica.
A queda representa uma redução de 0,5 ponto percentual em um ano. No país, a taxa de analfabetismo considera a população com 15 anos ou mais, faixa que também é atendida pelas políticas de Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Os dados do Censo Escolar de 2025 mostram que o Acre tinha 341 escolas com matrículas na EJA, sendo 334 da rede pública. Ao todo, eram 21.041 matrículas na modalidade, das quais 20.535 estavam na rede pública.
A EJA é voltada a pessoas que não tiveram oportunidade de concluir a educação básica na idade regular. No caso do Ensino Fundamental, podem retornar aos estudos pessoas com 15 anos ou mais. Para o Ensino Médio, a idade mínima é de 18 anos.
Entre as iniciativas do governo federal para reduzir o analfabetismo está o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA). A política busca ampliar a oferta de matrículas, elevar a escolaridade e integrar a educação de jovens e adultos à formação profissional.
Uma das ferramentas criadas pelo Ministério da Educação é o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma que permite que pessoas interessadas em voltar a estudar manifestem a intenção e sejam orientadas sobre oportunidades de matrícula.
No sistema, o interessado pode selecionar a opção para voltar a estudar, preencher os dados solicitados e aguardar o contato de um operador, responsável por auxiliar no encaminhamento para uma vaga.
O MEC também mantém o Programa Nacional de Formação para a Docência na Educação de Jovens e Adultos (ProfEJA), voltado à formação continuada de profissionais que trabalham na modalidade e de educadores ligados a iniciativas de alfabetização.







