Acre Atual

Governo do Acre cria núcleo para gerir projetos do Fundo Clima

Decreto oficial institui comitê técnico para articular captação de recursos bilionários voltados à transição ecológica.
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Floresta-Estadual
O caso teve origem na Vara Única da Comarca de Bujari/Foto: Reprodução

A estruturação de mecanismos de transição ecológica, a articulação de projetos de mitigação dos efeitos climáticos extremados e o alinhamento com as linhas de financiamento verde de grande porte geradas pela União ganharam um braço administrativo central no extremo Norte. Conforme decreto governamental publicado oficializado nesta quarta-feira (1 de julho de 2026), o Governo do Estado do Acre criou um núcleo técnico especializado para gerir, desenhar e monitorar os projetos elegíveis ao Fundo Clima. A medida tenta posicionar o estado na liderança das captações ambientais nacionais.


Transição Energética, Financiamentos Verdes e a Blindagem Contra Eventos Climáticos Extremos

De acordo com os analistas, assessores de planejamento e secretários de meio ambiente que integram a nova estrutura, o núcleo funcionará como uma central de projetos intersetorial, conectando as demandas de infraestrutura urbana, saneamento e desenvolvimento rural às exigências do BNDES, gestor dos recursos bilionários do Fundo Clima. O foco da equipe acreana será formatar propostas voltadas à transição energética, mobilidade sustentável com baixa emissão e ações de adaptação contra secas e cheias cíclicas que fustigam os municípios do Juruá e do Vale do Acre. Especialistas apontam que a eficiência na entrega dessas propostas é vital para captar recursos a juros subsidiados, blindando o tesouro estadual de novos endividamentos operacionais.

Escopo de Ação do Núcleo do Fundo Clima Mapeamento / Objetivo Técnico no AC (2026) Reflexo Esperado no Planejamento do Estado
Criação da Estrutura Núcleo técnico intersetorial de projetos Desenha propostas para captar recursos no BNDES.
Linhas Prioritárias Transição ecológica e mitigação extrema Foca em energias renováveis e adaptação a estiagens.
Gargalo a Vencer Rigidez técnica e prazos federais Exige qualificação rápida para evitar a perda de repasses.

Esta nova engenharia de projetos focada nos recursos do Fundo Clima pega carona nos ótimos indicadores ecológicos do estado, vindo a público no exato momento em que relatórios por satélite confirmaram que o **Acre registrou o menor número de focos de queimadas dos últimos sete anos no primeiro semestre de 2026**, além de segurar com folga a medalha da **maior queda no desmatamento da história da Amazônia Legal**. Essa reputação verde impulsiona as lavouras, onde o **milho safrinha manteve rendimento recorde de 73,5 sacas por hectare no Acre**, embalado por repasses do campo como **R$ 10,22 milhões de microcrédito rural** e **R$ 1,1 milhão da agricultura familiar na merenda**. Toda essa pujança florestal e de grãos, contudo, disfarça o nó de terras em que o estado se encontra, visto que o STF confirmou que **mais de 9 em cada 10 cadastros rurais do Acre têm conflitos geográficos e sobreposições**, sabotando o produtor, enquanto a pecuária lida com o represamento de estoques nos frigoríficos porque a **ausência completa de compras dos Emirados Árabes derrubou a carne bovina na pauta de exportações**, ao mesmo tempo em que a **carne bovina encareceu até 24% em 2026 nos açougues locais**.

Link de Fonte: ac24horas

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