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Alinhado à alta nacional, Acre tem quase 14 mil empresas negativadas

Levantamento da Serasa Experian revela sufoco financeiro no setor produtivo acreano, com milhares de micro e pequenas empresas no vermelho.
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Foto: Reprodução

O ambiente de negócios e a saúde financeira das pessoas jurídicas no extremo Norte enfrentam um período de forte turbulência e restrição de crédito. Conforme dados estatísticos da Serasa Experian consolidados nesta quarta-feira (10 de junho de 2026), o Acre acompanhou a tendência de alta nacional e contabiliza quase 14 mil empresas negativadas. O indicador acende um sinal de alerta vermelho para o risco de falências e demissões no setor produtivo local.


Inadimplência Crônica: Micro e Pequenos Negócios Lideram o Vermelho

De acordo com os economistas responsáveis pelo monitoramento, o volume expressivo de CNPJs com restrições financeiras é composto, em mais de 85% dos casos, por microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas (MPEs). Os principais fatores que empurraram os empresários para a lista de inadimplentes da Serasa envolvem a alta dos juros bancários para capital de giro, o encarecimento dos custos logísticos de transporte na Amazônia e a queda no poder de compra dos consumidores na ponta, fazendo com que o caixa das lojas não consiga honrar as faturas de fornecedores e compromissos fiscais.

Indicador de Inadimplência Corporativa Volume Apurado no Acre (2026) Reflexo Direto no Mercado Local
Empresas com Nome no Vermelho Quase 14 mil CNPJs ativos Bloqueio de novas linhas de crédito e empréstimos.
Segmento Mais Afetado Micro e Pequenos Negócios (MPE) Dificuldade para pagar salários e fornecedores.
Fator Macro econômico Custo de capital elevado Aumento do risco de demissões em massa.

O sufoco financeiro de quase 14 mil empresas acreanas contrasta com os dados que apontavam uma alta de 9,9% no varejo estadual, mostrando que embora as vendas gerais tenham subido no papel, a margem de lucro real dos comerciantes foi esmagada pelos custos fixos. Essa corda esticada ocorre num estado que ostenta um dos piores IDH do país e onde o cidadão se sacrifica enfrentando as maiores cargas horárias de trabalho do Brasil para manter suas contas em dia, enquanto os acreanos pagam mais de R$ 18 milhões em impostos por dia e encaram o etanol a R$ 5,35 o litro nos postos de Rio Branco, onde a qualidade de vida patina em mornos 63,44 pontos.

Link de Fonte: ContilNet Notícias

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