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Acre tem queda nas vendas do varejo em maio, revela levantamento do Índice Stone

Dados de transações apontam retração no comércio acreano no mês das mães, acendendo alerta para empresários e lojistas.
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Varejo
Crédito: Shutterstock

O comércio varejista do extremo Norte do país deu sinais de desaceleração no fechamento do último mês, interrompendo uma sequência de resultados positivos. Conforme dados consolidados do Índice Stone de Varejo divulgados nesta quarta-feira (10 de junho de 2026), o Acre registrou uma queda real no volume de vendas durante o mês de maio. O desempenho abaixo do esperado acende o sinal de alerta para o empresariado local, que apostava no aquecimento do Dia das Mães.


Desaquecimento no Mês das Mães e o Peso do Caixa Apertado

De acordo com os analistas econômicos responsáveis pelo levantamento, que monitora o fluxo de transações financeiras em milhares de maquininhas de cartão de crédito e débito no estado, a retração reflete uma perda imediata no poder de compra das famílias e o encarecimento do crédito. O recuo em maio atingiu principalmente os segmentos de vestuário, calçados e eletrodomésticos, indicando que o consumidor acreano preferiu priorizar os gastos com a cesta básica e despesas essenciais, deixando de lado as compras de bens duráveis e presentes de maior valor.

Indicador do Índice Stone de Varejo Comportamento Apurado no Acre Impacto no Planejamento das Lojas (2026)
Volume de Vendas de Maio Queda real registrada Acúmulo de estoques parados nas prateleiras.
Setores Mais Prejudicados Vestuário, calçados e eletros Necessidade de queima de estoque e promoções.
Perfil do Consumidor Foco em despesas essenciais Cautela em novas compras junto a fornecedores.

O recuo nas vendas em maio ajuda a entender a grave crise que asfixia as empresas locais, já que o dado da Serasa Experian revelou que o Acre tem quase 14 mil empresas negativadas com o nome no vermelho, a maioria micro e pequenos negócios sem fôlego de caixa. Essa desaceleração bota freio no otimismo anterior, quando as pesquisas apontavam uma alta de 9,9% no varejo estadual. O cenário é complexo num estado com um dos piores IDH do país, onde o cidadão encara o etanol a R$ 5,35 o litro em Rio Branco e entrega **mais de R$ 18 milhões em impostos por dia**, enquanto se desgasta nas maiores cargas horárias de trabalho do país de sol a sol.

Link de Fonte: ContilNet Notícias

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