Acre Atual

Homem é preso chorando e gritando por mulher em Cruzeiro do Sul após quebrar medida protetiva

Suspeito foi autuado em flagrante na segunda maior cidade do Acre após causar tumulto e ameaçar ex-companheira.
Compartilhar
Internet Reprodução
Reprodução Internet

Uma ocorrência de violência doméstica marcada por descontrole emocional e quebra de ordens judiciais movimentou o setor de segurança na segunda maior cidade do estado. Conforme boletim policial consolidado nesta terça-feira (9 de junho de 2026), um homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar em Cruzeiro do Sul enquanto chorava, gritava pelo nome da ex-companheira e tentava invadir o imóvel da vítima. O suspeito já possuía um histórico de restrições legais de aproximação.


Descontrole Emocional, Desobediência Judicial e Prisão na Base

De acordo com o relato dos policiais que atenderam ao chamado de emergência, os vizinhos acionaram a guarnição após testemunharem o homem chutar o portão e proferir ameaças em tom histérico no meio da rua. Ao chegarem ao local, os militares encontraram o indivíduo em visível estado de surto, alternando agressividade com prantos e clamores pela mulher. Diante da clara violação da medida protetiva de urgência que estava em vigência, os policiais deram voz de prisão. O homem resistiu verbalmente, mas foi algemado e conduzido à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) do município.

Dados da Ocorrência na DEAM Comportamento do Suspeito Tipificação Penal do Flagrante (2026)
Local do Fato Cruzeiro do Sul (Juruá) Invasão de domicílio e perturbação.
Conduta Registrada Gritos, choro e chutes no portão Descumprimento de Medida Protetiva.
Encaminhamento Condução sob Algemas Transferência para audiência de custódia.

O caso joga luz sobre as estatísticas alarmantes de violência de gênero no Acre, que ganharam contornos severos após o novo Atlas da Violência revelar que a taxa de homicídios de mulheres negras no Acre é substancialmente maior do que a de não negras, expondo a extrema vulnerabilidade feminina nas periferias urbanas e rurais. Prisões diárias como essa continuam a inchar o sistema penitenciário do estado, que lida com uma superlotação asfixiante e mantém quase 9 mil pessoas sob custódia em suas unidades penais, pressionando a logística de segurança.

Link de Fonte: ac24horas

Rolar para cima