Acre desperdiça mais da metade da água tratada, o suficiente para abastecer 154 mil pessoas

Novo relatório aponta que o vazamento e os gatos na rede de distribuição do Acre superam as médias nacionais, agravando a crise de abastecimento.
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torneira água
Foto: Reprodução

O deficit estrutural e a ineficiência das redes de distribuição de recursos hídricos na Região Norte ganharam um diagnóstico estatístico avassalador. Dados oficiais divulgados nesta terça-feira (9 de junho de 2026) revelam que o Acre desperdiça mais da metade de toda a água potável e tratada antes que ela chegue às torneiras dos consumidores. O volume jogado fora por causa de vazamentos e fraudes seria suficiente para abastecer uma população estimada em 154 mil pessoas.


Cano Furado: Vazamentos Crônicos e Gatos na Rede do Estado

De acordo com especialistas em engenharia sanitária e relatórios de monitoramento das perdas comerciais e físicas, o índice de desperdício do Acre supera com folga os piores patamares recomendados pelas agências internacionais. O problema central divide-se entre as perdas físicas — causadas por tubulações antigas que estouram sob o solo das cidades — e as perdas comerciais, que envolvem os populares “gatos” (ligações clandestinas) e falhas severas de hidrometração, fazendo com que o esforço financeiro de captação e tratamento químico da água escorra literalmente pelo ralo.

Raio-X do Desperdício de Água Índice / Impacto Apurado (2026) População Prejudicada Diretamente
Volume Desperdiçado Mais de 50% da água tratada Prejudica o abastecimento nos bairros altos.
Causa das Perdas Tubulações velhas e ligações ilegais Gera racionamento crônico na periferia.
Capacidade Desperdiçada Daria para suprir 154 mil pessoas Equivale a quase metade de Rio Branco.

O indicador vergonhoso de desperdício hídrico confirma os dados que já haviam colocado o Acre na última colocação nacional no ranking de saneamento básico do Confea, evidenciando o completo abandono de infraestrutura essencial na região. Toda essa ineficiência reflete diretamente na rotina de Rio Branco, onde o cidadão convive com torneiras secas e uma qualidade de vida morna avaliada em apenas 63,44 pontos, em um estado marcado por um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.

Link de Fonte: ac24horas

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