Acre registrou 1.303 notificações de SRAG entre janeiro e maio

Boletim epidemiológico revela disparada de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no estado antes do período de friagens.
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Crianças seguem liderando os casos de SRAG no Acre/Reprodução

A pressão sobre a rede pública de saúde e as alas de internação hospitalar acendeu um sinal de alerta máximo entre as autoridades sanitárias. Dados epidemiológicos oficiais consolidados nesta segunda-feira (1º de junho de 2026) revelam que o Acre registrou 1.303 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e maio deste ano. O balanço aponta um fluxo intenso de pacientes que necessitaram de suporte médico especializado decorrente de complicações respiratórias.


Vírus Sincicial, Influenza e o Perfil de Internações

As notificações de SRAG englobam casos de pacientes internados ou que evoluíram a óbito apresentando sintomas severos de desconforto respiratório, associados a vírus como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Influenza e Covid-19. Profissionais da saúde apontam que a maior concentração de diagnósticos graves atinge crianças de até cinco anos e idosos, público historicamente mais vulnerável a infecções sazonais. A circulação desses agentes infecciosos exige das unidades de pronto atendimento o monitoramento constante de leitos e estoques de medicamentos.

Balanço Epidemiológico (2026) Dados Consolidados no AC Status de Vigilância
Total de Notificações 1.303 casos acumulados Período avaliado: janeiro a maio.
Público Alvo Alerta Crianças e Idosos Foco em campanhas de vacinação.
Fator Agravante Imediato Transição Climática Risco de alta com a chegada do inverno.

O volume alarmante de 1.303 notificações de SRAG surge em um momento delicado, coincidindo exatamente com os alertas meteorológicos de que junho marca o início do inverno no Acre, com previsão de duas fortes friagens, o que costuma multiplicar as infecções pulmonares devido ao choque térmico. Essa fragilidade na saúde pública conversa diretamente com o abismo estrutural do estado, que amarga a última posição no ranking nacional de saneamento básico do Confea e registra uma qualidade de vida morna, avaliada em apenas 63,44 pontos para Rio Branco, deixando a população das periferias vulnerável à proliferação de doenças em ambientes úmidos e sem infraestrutura.

Link de Fonte: ac24horas

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