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STF exige que o Acre explique plano de enfrentamento à seca e queimadas para 2026

Supremo Tribunal Federal determina que o governo do Acre apresente medidas concretas para conter incêndios florestais e estiagem extrema neste ano.
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Imagem: Reprodução Internet

O enfrentamento às crises climáticas no bioma amazônico subiu para o topo da pauta jurídica nacional. Nesta segunda-feira (25 de maio de 2026), o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o governo do estado do Acre apresente, em prazo detalhado, relatórios e explicações formais sobre as estratégias e planos de ação que pretende adotar para conter a seca extrema e o avanço das queimadas e incêndios florestais em 2026.


Ordem Judicial e Prevenção Ativa

A determinação do STF atende a um monitoramento de ações civis estruturais que cobram dos estados da Amazônia Legal medidas preventivas eficientes antes do ápice do chamado “verão amazônico”. O Judiciário exige que o Palácio Rio Branco comprove a alocação de recursos financeiros, o contingente de brigadistas do Corpo de Bombeiros disponível, planos de contingência para o abastecimento de água potável em áreas isoladas e o cronograma de fiscalização integrada com órgãos ambientais para coibir o desmatamento ilegal e o uso criminoso do fogo.

Exigência do STF Foco da Cobrança (Maio/2026) Objetivo da Intimação
Plano de Contingência Combate a incêndios e estiagem Evitar o colapso ambiental e de fumaça.
Logística de Fiscalização Uso do efetivo e monitoramento via satélite Celeridade na aplicação de multas.
Canal de Resposta Relatório Técnico ao Supremo Garantir transparência de gastos preventivos.

A cobrança do STF joga luz sobre o histórico de prejuízos econômicos acumulados pelo estado. Conforme dados recentes do próprio governo, as perdas decorrentes de desastres naturais custaram R$ 3,7 bilhões ao Acre entre 2013 e 2025, evidenciando como as secas severas e enchentes drenam a capacidade de investimento local. A falta de infraestrutura crônica agrava esse quadro: o Acre amarga a última posição do país no ranking de saneamento básico do Confea, e o encarecimento do frete por rios secos e estradas ruins já se faz sentir no bolso do consumidor, refletido na disparada do etanol a R$ 5,35 o litro e no preço dos alimentos básicos.

O aperto judicial ocorre em um momento em que a sustentabilidade do Acre é testada na prática. Embora o agronegócio respire com projeções de safra recorde de 6,9 mil toneladas de café clonal e o comércio registre alta de 9,9%, a iminência de um desastre ambiental afeta diretamente a qualidade do ar, a saúde da população — com riscos de surtos respiratórios — e a segurança do rebanho comercial, que já lida com a queda na arroba da vaca gorda para R$ 282 devido à desova forçada pela seca das pastagens.

Link de Fonte: ac24horas

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