Preço do etanol dispara no Acre e o litro atinge a marca de R$ 5,35

Combustível renovável registra forte alta nos postos de Rio Branco e do interior em maio de 2026.
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Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O bolso do motorista acreano sofreu mais um duro golpe no início desta semana. Levantamentos realizados nos postos de combustíveis de Rio Branco e de municípios do interior nesta segunda-feira (25 de maio de 2026) confirmam que o preço do etanol disparou no Acre, atingindo a marca de R$ 5,35 por litro. O aumento expressivo reduz drasticamente a vantagem competitiva do combustível vegetal frente à gasolina.


Entressafra no Centro-Sul e o Peso do Frete Rodoviário

De acordo com analistas do setor de combustíveis, o reajuste é reflexo direto do período de transição de safra de cana-de-açúcar nas regiões produtoras do Centro-Sul do país, de onde provém quase a totalidade do biocombustível consumido no estado. Como o Acre não possui produção autossuficiente de etanol, as distribuidoras locais repassam os custos inflacionados da indústria paulista e mineira, somados ao custo logístico do frete rodoviário pela BR-364, que se eleva com a chegada do verão amazônico.

Combustível Preço Médio Atual (25/05/2026) Relação de Vantagem (Paridade)
Etanol Hidratado R$ 5,35 / litro Desvantagem na maioria dos veículos flex.
Fator de Cálculo Acima de 70% da Gasolina Gasolina volta a ser mais vantajosa no Acre.
Origem do Insumo Importado (Centro-Sul) Dependência de eixos rodoviários externos.

A disparada do combustível renovável atinge a população em um momento de forte pressão inflacionária. Recentemente, o Acre registrou um aumento expressivo no valor da cesta básica, puxado pelo arroz, feijão e tomate. Além disso, a alta do etanol limita a eficácia de medidas de incentivo à mobilidade, como o massivo programa de R$ 30 bilhões de crédito do governo federal lançado para taxistas e motoristas de aplicativos renovarem suas frotas, forçando os motoristas autônomos a seguirem reféns dos derivados de petróleo.

O cenário de reajustes contrasta também com o isolamento tecnológico urbano do estado, que registrou apenas 0,1% da rede nacional de eletropostos, inviabilizando a fuga dos combustíveis tradicionais para a frota elétrica. Com a renda média local pressionada e o estado figurando na 18ª colocação em evolução de solidez fiscal, o encarecimento da energia e dos transportes atua como um teto invisível que desacelera o poder de consumo, mesmo com o comércio varejista registrando alta isolada de 9,9% no acumulado do ano.

Link de Fonte: ac24horas

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