Acompanhando a decisão da esfera estadual, a Prefeitura de Rio Branco oficializou nesta quarta-feira (6 de maio de 2026) o decreto de luto oficial de três dias em todo o território municipal. A medida é um reflexo do profundo impacto causado pelo ataque ao Instituto São José (ISJ), instituição que faz parte do alicerce educacional e histórico da cidade. O decreto suspende atividades festivas da municipalidade e convoca a população a um momento de reflexão e apoio às famílias enlutadas.
Impacto administrativo e simbólico na capital
Com o decreto municipal, as repartições públicas de Rio Branco operam em clima de sobriedade. As bandeiras nos prédios da Prefeitura, Câmara e secretarias municipais foram posicionadas a meio mastro. Além do simbolismo, a gestão municipal reforçou que equipes de assistência social e psicologia estão sendo mobilizadas para oferecer suporte, em caráter emergencial, aos sobreviventes e familiares que buscam atendimento na rede municipal de saúde e assistência social.
A prefeitura também sinalizou que colaborará com as forças estaduais para revisar protocolos de segurança em áreas escolares municipais, tentando mitigar o clima de pânico que tomou conta dos pais e responsáveis em Rio Branco após o atentado na unidade de ensino particular.
A visão do Acre Atual: Entre o decreto do gabinete e o medo da guarita
Ver a Prefeitura decretando luto neste 6 de maio de 2026 é o mínimo que se espera de quem gere a cidade. No Acre Atual, avaliamos que a unificação do luto entre Estado e Município mostra que a gravidade da situação derrubou qualquer muro político. Mas sejamos práticos: bandeira a meio mastro não protege portão de escola. O luto oficial é necessário para honrar as vítimas, mas o que o pai e a mãe de Rio Branco querem agora é ver ronda escolar de verdade e saber que a segurança não é só “para inglês ver” enquanto a poeira baixa. O São José é o símbolo de uma dor que poderia ter acontecido em qualquer escola municipal da Baixada ou do Segundo Distrito. Que esses três dias de silêncio sirvam para a Prefeitura acordar e entender que segurança escolar não se faz só com decreto, mas com investimento em monitoramento e inteligência. Rio Branco chora, mas Rio Branco também cobra.
Link de Fonte: ac24horas







