Acre Atual

Acre registra o maior preço do diesel no país e sufoca transportadores

Levantamento da ANP coloca o Acre no topo do ranking nacional do diesel mais caro em maio de 2026.
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Combustível
Foto: Internet

O consumidor acreano recebeu uma notícia indigesta nesta terça-feira (5 de maio de 2026). De acordo com o mais recente levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Acre assumiu o posto de estado com o diesel mais caro do Brasil. O valor médio praticado nas bombas de Rio Branco e, principalmente, no interior, ultrapassa significativamente a média nacional, criando um efeito cascata que encarece desde o frete até o prato de comida do cidadão.


O “custo final de linha” e a logística do isolamento

A explicação para o topo do ranking não é novidade, mas se agravou em 2026. A combinação de uma logística dependente quase que exclusivamente da BR-364, o alto custo dos fretes fluviais para o Juruá e a carga tributária estadual mantêm os preços em patamares proibitivos. Para os caminhoneiros que cruzam o estado, abastecer no Acre tornou-se um item de luxo, forçando muitos a planejarem paradas estratégicas em Rondônia ou Mato Grosso para evitar o prejuízo nas bombas acreanas.

O setor produtivo já sinaliza que, sem uma intervenção na base de cálculo do ICMS ou um subsídio logístico para a Região Norte, o Acre continuará perdendo competitividade. O “diesel de ouro” impacta diretamente o agronegócio local e o transporte coletivo, que já discute novos reajustes de tarifa para o segundo semestre de 2026.

A visão do Acre Atual: Ouro líquido e asfalto de papel

Ver o Acre com o diesel mais caro do Brasil neste 5 de maio de 2026 é o atestado de óbito da nossa competitividade logística. No Acre Atual, avaliamos que ser o “campeão” nacional de preço alto é uma vergonha que o governo tenta esconder atrás de discursos de desenvolvimento. A gente sabe que a BR-364 é o gargalo, mas cadê a briga política em Brasília para tratar o Acre como uma exceção geográfica? O motorista acreano trabalha para sustentar o posto e o Estado. Enquanto o diesel for tratado como artigo de luxo, o nosso feijão vai continuar chegando com preço de filé mignon. O povo não quer medalha de estado que mais arrecada com combustível; o povo quer conseguir ligar o caminhão sem ter que escolher entre o tanque cheio e a mesa farta. É muita buraqueira para pouco desconto.

Link de Fonte: ContilNet Notícias

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