A gestão da vice-governadora Mailza Assis (em exercício ou coordenação estratégica) oficializou a Segurança Pública como o eixo central de suas ações para o semestre. O anúncio detalha um robusto pacote de investimentos que visa reequipar as polícias Civil e Militar, além de fortalecer o monitoramento nas áreas de fronteira e nos bairros mais críticos da capital e do interior. A estratégia busca dar uma resposta direta ao avanço da criminalidade e às cobranças da sociedade por mais presença policial nas ruas.
Tecnologia e Mobilidade: O foco do novo aporte
O investimento anunciado não se resume apenas a novos uniformes ou manutenção de rotina. O plano inclui a aquisição de viaturas com tecnologia de ponta, drones de alta precisão para patrulhamento em áreas de difícil acesso e a expansão do sistema de câmeras inteligentes com reconhecimento facial no centro de Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Para as forças que atuam nos ramais e regiões de fronteira, o governo promete armamentos de grosso calibre e coletes de última geração, tentando equilibrar o poder de fogo com as facções que operam na Amazônia.
Além dos equipamentos físicos, a gestão Mailza sinaliza para o reforço no efetivo através da convocação de novos quadros e do pagamento de gratificações de produtividade. A ideia é que a valorização do profissional caminhe junto com a modernização da frota, criando um cerco mais eficaz contra a violência que ainda assola o estado.
A visão do Acre Atual: Entre a propaganda e a realidade do ramal
Ver a Segurança Pública virar “eixo central” neste 4 de maio de 2026 é algo que o acreano já ouviu em quase todo início de governo. No Acre Atual, avaliamos que a gestão Mailza está fazendo o dever de casa ao comprar viatura e drone, mas o buraco é mais embaixo. De nada adianta o reconhecimento facial no centro de Rio Branco se no ramal o cidadão continua à mercê do “tribunal do crime” porque a viatura nova não consegue subir na ladeira de barro. Investir em ferro e plástico é fácil, difícil é desarticular o comando que vem de dentro dos presídios. A gente espera que esse dinheiro todo não seja apenas “perfumaria de eleição” e que o policial na ponta tenha, além do colete, o respaldo para trabalhar. O povo do Acre tá cansado de anúncio; a gente quer é conseguir dormir com a janela aberta de novo.
Link de Fonte: ContilNet Notícias







