A BR-364, principal artéria logística do Acre, foi palco de mais uma ação de combate ao tráfico internacional de drogas nesta segunda-feira (4 de maio de 2026). Durante uma fiscalização de rotina, as forças de segurança interceptaram um ônibus de transporte interestadual que carregava um volume considerável de folhas de coca. A matéria-prima, comumente utilizada na produção de cocaína em países vizinhos, estava camuflada entre bagagens comuns, evidenciando a ousadia das rotas criminosas que cruzam o estado.
O Acre como corredor da matéria-prima
A apreensão destaca uma mudança persistente na logística do crime organizado na fronteira: o transporte da folha de coca in natura para processamento em solo brasileiro ou para consumo direto em comunidades específicas. A localização estratégica de cidades como Rio Branco e Cruzeiro do Sul, conectadas pela buraqueira da BR-364, torna o estado um ponto de passagem crítico. O passageiro responsável pelo transporte foi detido e encaminhado à Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre a origem e o destino final do carregamento.
A fiscalização na rodovia tem sido intensificada com o uso de cães farejadores e tecnologias de escaneamento de bagagens, mas a porosidade da fronteira com o Peru e a Bolívia continua sendo o maior desafio para os agentes que atuam no “front” amazônico. O caso agora segue para investigação para identificar se há ramificações com facções locais.
A visão do Acre Atual: A veia aberta do crime na BR
Ver folha de coca atravessando o Acre dentro de ônibus de linha neste 4 de maio de 2026 é um tapa na cara da nossa segurança de fronteira. No Acre Atual, avaliamos que a gente continua “enxugando gelo” enquanto as estradas não tiverem um cerco inteligente de verdade. O criminoso sabe que, na imensidão da BR-364, a chance de passar batido é alta, principalmente quando a fiscalização é pontual. É um absurdo que o transporte coletivo, que deveria levar o trabalhador, esteja sendo usado como mula de carga para matéria-prima de droga. Se a polícia não tivesse dado essa sorte na abordagem, essa carga já estaria alimentando o laboratório de alguma periferia. O Acre não pode ser apenas o tapete por onde o crime pisa para chegar ao resto do Brasil.
Link de Fonte: ContilNet Notícias







