A Ricco Transportes, principal concessionária do transporte coletivo em Rio Branco, manifestou-se publicamente nesta quarta-feira (29 de abril de 2026) para rebater as recentes denúncias de irregularidades em sua frota e atrasos operacionais. Em um tom incisivo, a diretoria da empresa classificou as acusações — que incluem a suposta retirada indevida de peças de veículos (prática conhecida como “canibalização”) — como fruto de “politicagem sindical”, visando desestabilizar a prestação do serviço e desgastar a imagem da companhia perante a opinião pública.
Segundo a nota oficial da empresa, a movimentação de componentes entre ônibus faz parte de protocolos técnicos de manutenção preventiva e corretiva, sendo uma prática comum no setor para garantir a circulação dos veículos que estão em melhores condições de uso. A Ricco assegura que todas as intervenções seguem normas de segurança e que a retirada de peças para reposição em outros carros da frota não compromete a segurança dos passageiros, mas sim otimiza os recursos disponíveis diante das dificuldades do sistema.
A Versão da Empresa: Manutenção Técnica vs. Denúncia
A empresa também abordou a questão dos salários, afirmando que está trabalhando para cumprir as determinações judiciais e que os atrasos são reflexo do desequilíbrio financeiro do contrato de concessão. Para a Ricco, o sindicato da categoria tem extrapolado seu papel representativo para atuar em uma agenda política que ignora os esforços da empresa em manter o serviço em funcionamento, mesmo sob forte pressão econômica e operacional.
A concessionária reforçou que está aberta às fiscalizações das autoridades competentes e que confia que as vistorias técnicas provarão a idoneidade de sua gestão. A empresa apelou para que o debate sobre o transporte público em Rio Branco retorne ao campo técnico, evitando que o “barulho político” prejudique ainda mais o usuário final, que depende diariamente dos ônibus para se deslocar.
A visão do Acre Atual: Entre o Grito Sindical e a Sobrevivência Empresarial
A defesa da Ricco neste 29 de abril de 2026 adiciona uma camada de complexidade a uma crise que parece não ter fim. No Acre Atual, avaliamos que, embora a empresa alegue “procedimento técnico”, o passageiro que espera horas na parada não se importa se a peça foi removida por protocolo ou por sucateamento: ele quer o ônibus passando. Acusar o sindicato de “politicagem” é uma manobra clássica de defesa, mas que não apaga o fato de que a frota está sob o olhar atento da Justiça. Se as peças estão apenas sendo “remanejadas”, por que tantos ônibus estão parados? A transparência que a empresa agora promete precisa ser traduzida em veículos novos e salários na conta, não apenas em notas oficiais. O tempo da retórica acabou; o que o povo de Rio Branco exige agora é a prova real de que a Ricco tem condições de continuar operando sem colocar a segurança de ninguém em risco.
Fonte: ac24horas / Redação Acre Atual
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