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Acre registra uma das menores cotações para “vaca gorda” no território nacional

Boletim da Scot Consultoria revela que a arroba da vaca gorda no Acre opera R$ 37,50 abaixo da média paulista.
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O comportamento dos frigoríficos tem sido cauteloso/Foto: Marcos Vicentti/Secom

O mercado pecuário brasileiro encerra a semana com disparidades regionais acentuadas no preço da “vaca gorda”. De acordo com o boletim do Mercado Físico divulgado pela Scot Consultoria nesta quarta-feira (22 de abril de 2026), o estado do Acre mantém uma das cotações mais baixas do território nacional, com o valor à vista fixado em R$ 293,50 por arroba. O montante posiciona o pecuarista acreano em uma margem significativamente inferior à praticada nos grandes centros produtores do Sudeste.

A diferença entre a praça de Rio Branco e as líderes do ranking nacional, situadas em São Paulo, chega a R$ 57,50. Enquanto o Acre lida com pressões logísticas que achatam o valor pago ao produtor, as praças de Barretos e Araçatuba (SP) registraram as maiores cotações do levantamento, atingindo R$ 331,00 à vista. Em termos nacionais, a amplitude de preços entre a maior e a menor cotação no país atinge a marca de R$ 57,50.

Cenário Regional e Comparativo de Praças

Na Região Norte, apenas o estado de Roraima registrou um valor inferior ao acreano, com a arroba cotada a R$ 276,50 à vista. Em contrapartida, o Centro-Oeste segue com patamares mais elevados; no Mato Grosso do Sul, praças como Dourados e Campo Grande operam com a vaca gorda a R$ 326,00. Já em Goiás, o valor médio estabilizou-se em R$ 316,00.

Praça / Estado Preço à Vista (R$) Preço 30 Dias (R$)
Acre (Rio Branco) 293,50 297,00
Barretos (SP) 331,00 335,00
Dourados (MS) 326,00 330,00
Goiânia (GO) 316,00 320,00
Roraima 276,50 280,00

 

A visão do Acre Atual: Desafios da Competitividade e Logística

A fixação do preço da vaca gorda no Acre em R$ 293,50, valor significativamente abaixo da média nacional, expõe a vulnerabilidade estrutural da pecuária estadual em 2026. No Acre Atual, avaliamos que a excelência sanitária e a qualidade do rebanho acreano são, muitas vezes, neutralizadas pela distância dos grandes portos e centros de consumo. Quando o produtor recebe R$ 37,50 a menos por arroba do que o seu colega paulista, o capital disponível para reinvestimento em tecnologia e recuperação de pastagens é severamente reduzido. É imperativo que o debate sobre a verticalização da produção e o incentivo a frigoríficos exportadores no estado avance, para que o Acre deixe de ser apenas um fornecedor de proteína barata e passe a capturar o valor real de sua produção primária.

Fonte: ac24horas / Scot Consultoria

Redigido por Acre Atual

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