O mercado pecuário brasileiro encerra a semana com disparidades regionais acentuadas no preço da “vaca gorda”. De acordo com o boletim do Mercado Físico divulgado pela Scot Consultoria nesta quarta-feira (22 de abril de 2026), o estado do Acre mantém uma das cotações mais baixas do território nacional, com o valor à vista fixado em R$ 293,50 por arroba. O montante posiciona o pecuarista acreano em uma margem significativamente inferior à praticada nos grandes centros produtores do Sudeste.
A diferença entre a praça de Rio Branco e as líderes do ranking nacional, situadas em São Paulo, chega a R$ 57,50. Enquanto o Acre lida com pressões logísticas que achatam o valor pago ao produtor, as praças de Barretos e Araçatuba (SP) registraram as maiores cotações do levantamento, atingindo R$ 331,00 à vista. Em termos nacionais, a amplitude de preços entre a maior e a menor cotação no país atinge a marca de R$ 57,50.
Cenário Regional e Comparativo de Praças
Na Região Norte, apenas o estado de Roraima registrou um valor inferior ao acreano, com a arroba cotada a R$ 276,50 à vista. Em contrapartida, o Centro-Oeste segue com patamares mais elevados; no Mato Grosso do Sul, praças como Dourados e Campo Grande operam com a vaca gorda a R$ 326,00. Já em Goiás, o valor médio estabilizou-se em R$ 316,00.
| Praça / Estado | Preço à Vista (R$) | Preço 30 Dias (R$) |
|---|---|---|
| Acre (Rio Branco) | 293,50 | 297,00 |
| Barretos (SP) | 331,00 | 335,00 |
| Dourados (MS) | 326,00 | 330,00 |
| Goiânia (GO) | 316,00 | 320,00 |
| Roraima | 276,50 | 280,00 |
A visão do Acre Atual: Desafios da Competitividade e Logística
A fixação do preço da vaca gorda no Acre em R$ 293,50, valor significativamente abaixo da média nacional, expõe a vulnerabilidade estrutural da pecuária estadual em 2026. No Acre Atual, avaliamos que a excelência sanitária e a qualidade do rebanho acreano são, muitas vezes, neutralizadas pela distância dos grandes portos e centros de consumo. Quando o produtor recebe R$ 37,50 a menos por arroba do que o seu colega paulista, o capital disponível para reinvestimento em tecnologia e recuperação de pastagens é severamente reduzido. É imperativo que o debate sobre a verticalização da produção e o incentivo a frigoríficos exportadores no estado avance, para que o Acre deixe de ser apenas um fornecedor de proteína barata e passe a capturar o valor real de sua produção primária.
Fonte: ac24horas / Scot Consultoria
Redigido por Acre Atual







