A Câmara Municipal de Rio Branco oficializou, nesta sexta-feira (24 de abril de 2026), a suspensão da audiência pública destinada à revisão do Plano Diretor Participativo, que estava originalmente programada para a próxima segunda-feira, 27 de abril. A decisão administrativa ocorre em resposta direta a recomendações emitidas pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e pelo Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC).
Os órgãos de controle identificaram a necessidade de ajustes técnicos e maior transparência no Projeto de Lei Complementar nº 26/2025, que rege o ordenamento territorial da capital. O adiamento visa garantir que o processo legislativo cumpra todos os ritos de participação popular e segurança jurídica, evitando futuras nulidades processuais ou judicializações que possam paralisar o desenvolvimento urbano da cidade.
Ajustes no Calendário e Recomendações dos Órgãos de Controle
A retificação do cronograma foi acompanhada pela definição de uma nova data para o certame. O intervalo adicional será utilizado pelas comissões temáticas para analisar os apontamentos técnicos feitos pelo TCE-AC e pelo Ministério Público, assegurando que o texto final esteja em plena conformidade com as exigências ambientais e urbanísticas vigentes.
De acordo com o comunicado oficial do Legislativo, a nova audiência foi remarcada para o dia 11 de maio de 2026. Durante este período, o projeto permanecerá sob análise minuciosa, buscando alinhar os interesses do setor produtivo, as demandas habitacionais e a preservação das áreas de proteção permanente no perímetro urbano de Rio Branco.
A visão do Acre Atual: Planejamento Estratégico e Segurança Jurídica
A decisão da Câmara Municipal de Rio Branco de acatar as recomendações do Ministério Público e do Tribunal de Contas demonstra maturidade institucional e zelo com o patrimônio público. No Acre Atual, avaliamos que a pressa legislativa em temas tão complexos quanto o Plano Diretor costuma resultar em insegurança jurídica, prejudicando investimentos imobiliários e a infraestrutura urbana a longo prazo. Ao suspender o cronograma em 2026 para sanar inconsistências, o Legislativo protege o futuro desenvolvimento da capital, garantindo que o novo plano não seja apenas um documento burocrático, mas um instrumento efetivo de ordenamento territorial e resiliência ambiental.
Fonte: ac24horas / Câmara Municipal de Rio Branco
Redigido por Acre Atual







