Perícia constatou perfurações por armas de fogo na cabeça, no tórax, nos braços e nas pernas do rapaz de 20 anos/ Foto: Reprodução
A Polícia Civil do Estado de São Paulo abriu investigação para apurar a conduta de policiais militares envolvidos em uma abordagem que resultou na morte de A. L. V. N., de 20 anos, no bairro de Moema, na zona sul da capital paulista.
O caso foi formalmente registrado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como resistência e morte decorrente de intervenção policial. Em paralelo, a Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para avaliar os procedimentos adotados pelos agentes durante a ocorrência.
As armas utilizadas pela equipe, o telefone celular do jovem e os arquivos gravados pelas câmeras corporais acopladas aos uniformes dos policiais foram apreendidos pela pericia técnica para análise no processo de apuração.
Segundo o relato da Polícia Militar, a equipe foi acionada para atender a um chamado de emergência relativo a uma tentativa de suicídio na avenida Moreira Guimarães. Ao chegarem ao endereço, os policiais constataram que um rapaz havia saltado de uma ponte, mas se encontrava vivo.
Na tentativa de aproximação e abordagem, ainda de acordo com a versão da corporação, o jovem teria tentado fugir a pé e feito menção de sacar um objeto da cintura, o que levou a equipe a disparar contra ele. A Polícia Militar não confirmou até o momento se o rapaz portava uma arma de fogo.
O Corpo de Bombeiros foi chamado para prestar socorro médico, mas o óbito foi constatado no próprio local da abordagem.
Exame pericial inicial revelou que o corpo do jovem apresentava 27 perfurações provocadas por projéteis de arma de fogo. As lesões concentravam-se na região da cabeça, no tórax, no abdômen, nos braços e nas pernas.
Com informações da ContilNet







