Investida ocorre em meio ao aumento de hostilidades no Mar Vermelho e no estreito de Bab el-Mandeb/ Foto: Reprodução
Um novo ataque lançado contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, localizado na capital da Arábia Saudita, Riade, provocou a morte de ao menos 12 pessoas e deixou mais de 300 feridas neste sábado (10). A investida aérea contra o terminal da capital saudita provocou a paralisação imediata dos voos e das atividades operacionais no local.
Em nota divulgada pela Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita (GACA, na sigla em inglês), o órgão confirmou a identificação da nacionalidade das vítimas fatais. Entre os mortos estão quatro cidadãos sauditas, dois bengaleses, um americano, um egípcio, um jordaniano, um sírio, um palestino e um sudanês.
Segundo informações fornecidas por autoridades médicas locais à rede internacional Al Jazeera, dezenas de feridos foram encaminhados em estado grave para centros hospitalares da região metropolitana de Riade.
O ataque também provocou estragos na infraestrutura de instalações e pátios do aeroporto. Engenheiros e peritos do governo saudita conduzem levantamentos para mensurar o impacto dos danos e definir previsões de reabertura para o tráfego aéreo internacional.
O grupo rebelde Houthi, que controla partes do território do Iêmen com respaldo do Irã, assumiu a autoria da investida, de acordo com informações do jornal americano The New York Times. Esta foi a terceira ofensiva do grupo contra o mesmo aeroporto registrada ao longo da última semana.
A ação representa uma escalada nas hostilidades entre os rebeldes e a Arábia Saudita. O reino saudita liderou, há cerca de dez anos, uma intervenção militar multinacional para conter a expansão do grupo no Iêmen, deflagrando um conflito armado que teve trégua pactuada em 2022 sob mediação da Organização das Nações Unidas (ONU). Apesar da diminuição nos combates diretos nos últimos anos, o acordo não selou a paz definitiva na região.
Mais recentemente, os Houthis intensificaram investidas contra rotas marítimas no Mar Vermelho e na área estratégica do estreito de Bab el-Mandeb, em reação às tensões militares entre os Estados Unidos e o Irã. O bloqueio de navegação visa atingir fluxos comerciais internacionais e petroleiros ligados aos interesses sauditas e ocidentais.
Com informações da ContilNet







