Estado norte-americano registra segundo caso de complicação em procedimentos de execução em cinco meses/ Foto: Reprodução
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O chefe do sistema prisional do estado do Tennessee, nos Estados Unidos, Frank Strada, pediu demissão do cargo neste sábado (3). O desligamento ocorre dias após a tentativa frustrada de execução por injeção letal de Christa Pike, de 48 anos, condenada à pena de morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, ocorrido em 1995.
O governador do estado, Bill Lee, confirmou a renúncia por meio de um comunicado oficial e informou que um comissário interino será anunciado em breve. Na mesma nota, Strada declarou que sua saída “é o melhor para o estado” e classificou como “totalmente apropriada e necessária” a investigação aberta para apurar as circunstâncias do procedimento.
Na última quarta-feira (30), o procedimento de execução de Pike precisou ser suspenso após a condenada sobreviver à aplicação de duas doses da substância letal. Diante da complicação médica, ela foi transferida da penitenciária para uma unidade de atendimento hospitalar.
A falha na execução de Pike é o segundo episódio do tipo registrado no Tennessee nos últimos cinco meses. Em maio, o procedimento referente ao condenado Tony Carruthers foi interrompido depois que as equipes responsáveis tentaram, sem sucesso, obter acesso venoso por mais de uma hora e meia.
Presa há 30 anos no corredor da morte, Christa Pike se tornaria a primeira mulher executada no Tennessee em dois séculos. Ela foi condenada pelo assassinato e tortura de Colleen Slemmer, de 19 anos, colega de turma da ré em um centro de formação profissional. O crime foi praticado quando Pike tinha 18 anos, em cumplicidade com o então namorado.
Em um depoimento gravado em vídeo e divulgado recentemente, a detenta expressou arrependimento pelas ações cometidas na juventude.
“Estou muito arrependida agora. No começo, quando fui acusada, não estava. Eu não me importava com o que tinha feito ou a quem tinha feito”, disse Pike. “O horror da dor que causei à família dela, à minha família, às famílias dos meus corréus… Eu afetei este mundo de uma forma tão negativa, quando tudo o que eu sempre quis foi cuidar das pessoas e espalhar amor. Fiz o oposto disso e isso me dói.”
Com o desligamento do chefe da divisão prisional, as execuções agendadas no estado ficam sob revisão até a conclusão dos inquéritos administrativos e operacionais.
Com informações da ContilNet






