Dólar cai a R$ 5,17 e Bolsa avança 1,5% em encerramento de mês positivo

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Ibovespa tem 2ª melhor semana do ano com estrangeiro e cena eleitoral

Cotação do petróleo Brent subiu 1,94% e fecho o mês próximo de US$ 98 o barril/ Foto: Reprodução

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O mercado financeiro viveu um dia de alívio nos negócios nesta quarta-feira (30). O dólar comercial recuou 0,76%, cotado a R$ 5,174 no encerramento do pregão, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 1,37%, alcançando os 186.340,46 pontos.

Com os resultados do dia, a moeda americana fechou o mês de setembro com uma ligeira queda de 0,15%. Já a Bolsa brasileira registrou valorização de 5,03% no acumulado mensal. No ano, o dólar acumula perda de 5,75% ante o real, enquanto o Ibovespa contabiliza ganhos de 15,65%.

O otimismo nos negócios foi impulsionado pela divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos abaixo das expectativas de analistas. O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), indicador utilizado pelo Federal Reserve (o banco central americano) para balizar a política monetária, subiu 0,2% em agosto, ante projeção de 0,3%.

O alívio na inflação americana reduziu as apostas em novas altas na taxa de juros dos EUA em outubro, o que pressionou para baixo os rendimentos dos títulos do Tesouro e favoreceu moedas de países emergentes, como o real.

Indicador Fechamento Variação no dia Variação em Setembro No Ano (2026)
Dólar à vista R$ 5,174 -0,76% -0,15% -5,75%
Ibovespa 186.340,46 pts +1,37% +5,03% +15,65%
Petróleo Brent US$ 98,03 +1,94% +7,00% —
Petróleo WTI US$ 90,42 +1,16% +6,00% —

Na B3, a alta da sessão foi puxada por papéis de instituições financeiras e de empresas voltadas ao consumo interno. O Ibovespa chegou a atingir a máxima de 187.834,97 pontos ao longo do dia, após registrar a mínima de 183.879,71 pontos no início dos negócios.

A recuperação da Bolsa no mês também contou com a volta do capital estrangeiro. Dados da B3 apontam entrada líquida de R$ 9,569 bilhões de investidores internacionais até o dia 28 de setembro, revertendo a saída de R$ 18,1 bilhões registrada em agosto. No acumulado de 2026, o saldo de investimentos externos na Bolsa é positivo em quase R$ 29 bilhões.

O cenário político e eleitoral doméstico permaneceu no radar dos operadores durante o pregão, mas sem provocar oscilações bruscas nas cotações.

Apesar do clima de alívio nas bolsas, os preços internacionais do petróleo fecharam o dia em alta diante de incertezas geopolíticas. O barril do tipo Brent para entrega em dezembro subiu 1,94% na bolsa de Londres, cotado a US$ 98,03. Em Nova York, o WTI para novembro avançou 1,16%, a US$ 90,42. No mês de setembro, as cotações subiram cerca de 7% e 6%, respectivamente.

Agentes do setor monitoram eventuais gargalos na navegação pelo Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento global de combustível. O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido informou que investiga um incidente envolvendo um navio-tanque atingido por um projétil na região.

A volatilidade na commodity também reflete a prorrogação da restrição às exportações de diesel pela Rússia até o fim de outubro e discussões sobre limites às remessas do combustível pelos Estados Unidos.

Com informações da ContilNet

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