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Estudantes da Juventude Comunista defendem Tarifa Zero do transporte público no AC

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Um grupo de estudantes reunido no I Encontro de Assistência Estudantil por uma Universidade Popular no Acre colocou a defesa da Tarifa Zero como uma das prioridades da pauta de mobilização em resumo apresentado nesta terça-feira (12). O manifesto final do evento, assinado pelo Movimento por uma Universidade Popular (MUP), aponta o transporte público gratuito como política capaz de assegurar o direito à cidade a estudantes e trabalhadores.

Segundo o documento, a luta por mobilidade não deve se restringir à redução de tarifas, mas avançar para a construção da Tarifa Zero como política pública universal. Os estudantes defendem a criação de um programa permanente de lutas pela medida, articulado à reestatização do transporte coletivo e ao fim do modelo de concessões, que, na avaliação deles, converte um direito social em fonte de lucro privado.

O manifesto destaca a situação do transporte no Acre, marcada por um processo contínuo de sucateamento. Entre os problemas citados estão ônibus quebrados, redução de linhas e dificuldades diárias de deslocamento até as instituições de ensino. Por esse motivo, os participantes classificam a pauta como urgente e propõem o fortalecimento do Fórum da Tarifa Zero, além da ampliação da organização entre estudantes secundaristas e universitários.

O texto também prega a construção de unidade com sindicatos, movimentos populares e organizações da classe trabalhadora. Para os signatários, a democratização da mobilidade faz parte da luta por uma Universidade Popular e não pode ser tratada de forma isolada.

A Tarifa Zero e a reestatização do transporte coletivo aparecem entre as dez bandeiras de luta assumidas ao final do encontro. A lista inclui ainda a defesa da assistência estudantil como direito universal, a ampliação do orçamento das universidades públicas, a gestão pública dos Restaurantes Universitários e a democratização das instituições de ensino.

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