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Vilões da inflação: transportes e educação puxam IPCA-15 para alta de 0,84% em fevereiro

Prévia da inflação oficial foi influenciada por passagens aéreas (11,64%), combustíveis (1,38%) e reajustes de mensalidades escolares, com destaque para ensino médio (8,19%) e fundamental (8,07%).
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Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A prévia da inflação oficial de fevereiro trouxe um alívio no acumulado de 12 meses, mas mostrou que dois grupos em específico continuam pesando no bolso do consumidor. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,84% em fevereiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27). A análise sobre os vilões da inflação o que puxou o IPCA-15 para cima em fevereiro aponta os setores de transportes e educação como os grandes responsáveis.

O Peso dos Transportes

O grupo transportes foi o que mais contribuiu para o índice, com uma alta expressiva de 1,72%, respondendo por 0,35 ponto percentual (p.p.) do total de 0,84%. Dentro desse grupo, o grande destaque de alta foi o preço das passagens aéreas, que subiram 11,64%. Os combustíveis também pressionaram o orçamento das famílias, com elevação de 1,38% no período. Na análise por tipo de combustível, o etanol subiu 2,51%, a gasolina aumentou 1,30%, e o gás veicular teve alta de 1,06%. O óleo diesel fechou com elevação de 0,44%.

Além disso, o transporte público também ficou mais caro. O subitem “ônibus urbano” registrou alta de 7,52%, com variações regionais significativas. O maior aumento ocorreu em Belo Horizonte (14,68%), seguido por São Paulo (13,97%) e Fortaleza (11,14%).

Reajustes na Educação e Alimentação

O segundo grande vilão do IPCA-15 de fevereiro foi o grupo educação, que disparou 5,20%. Como é típico do início do ano, os reajustes das mensalidades escolares foram aplicados, impactando fortemente o índice. Os maiores aumentos vieram do ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%). Os cursos regulares, que têm um peso maior no cálculo, subiram 6,18% e contribuíram com 0,28 p.p. para o índice geral.

O grupo alimentação e bebidas, por sua vez, teve uma alta mais moderada de 0,20%. Os preços foram influenciados para cima pelo tomate (10,09%) e pelas carnes (0,76%). Por outro lado, itens como o arroz (-2,47%), frango em pedaços (-1,55%) e frutas (-1,33%) apresentaram queda, ajudando a segurar a inflação do grupo.

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 está em 4,1%, abaixo dos 4,50% registrados no período anterior. O índice segue dentro do teto da meta de inflação para 2026, que é de 4,5%. A pesquisa serve como um termômetro para o dado oficial do mês, que será divulgado posteriormente pelo IBGE.

Fonte: Metrópoles

Redigido por Acre Atual

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