Mais da metade (53%) dos responsáveis entrevistados acreditam que elas aumentam o desejo de consumo das crianças. — Foto: Freepik
Uma notificação inesperada no celular ou uma cobrança maior na fatura pode revelar uma surpresa desagradável para os pais: o filho fez uma compra em um jogo, aplicativo ou plataforma digital sem avisar. É o que já aconteceu com 32% dos pais e responsáveis brasileiros, segundo uma pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box.
Entre os casos relatados, 60% tiveram gastos de até R$ 100. O levantamento ouviu 1.066 pais e responsáveis por crianças e adolescentes de até 18 anos, em todo o país, entre 31 de agosto e 15 de setembro.
As redes sociais também aparecem entre os fatores que influenciam o comportamento de consumo. Mais da metade dos entrevistados (53%) acredita que essas plataformas aumentam o desejo de consumo das crianças.
Seis em cada dez responsáveis afirmam que os filhos usam redes sociais, enquanto 31% dizem que eles têm contas próprias.
Apesar da exposição ao ambiente digital, 86% dos entrevistados afirmam conversar com os filhos sobre temas como segurança na internet, compartilhamento de dados e fotos, golpes e notícias falsas.
“É importante ajudar crianças e adolescentes a reconhecerem conteúdos publicitários e refletir sobre os desejos despertados nas redes sociais. Compras em aplicativos e jogos também devem acontecer somente com o conhecimento e a autorização dos responsáveis”, afirma Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa.
Educação financeira começa em casa
Para 86% dos pais ouvidos, a situação financeira da família terá impacto no futuro dos filhos. Outros 72% se consideram a principal fonte de orientação das crianças quando o assunto é dinheiro.
Em um terço dos casos (33%), esse aprendizado começa antes dos 6 anos.
Entre as principais dificuldades relatadas pelos responsáveis estão organizar a própria vida financeira (14%), preparar os filhos para lidar com dinheiro na vida adulta (12%) e equilibrar os gastos do presente com o planejamento de longo prazo (12%).
Investimentos aparecem como o assunto mais difícil de explicar às crianças e adolescentes, citado por 28% dos entrevistados. Depois vêm dívidas, juros e golpes e fraudes financeiras, com 21% cada.
A participação dos filhos na rotina financeira da família também é comum: 75% dos pais afirmam que as crianças participam, pelo menos ocasionalmente, de decisões de compra.
Os gastos que elas mais conhecem são os relacionados a supermercado e alimentação (54%), seguidos pelas contas básicas, como água, luz, telefone e condomínio (41%), e pelas despesas escolares (39%).
Como evitar compras sem autorização
Pais que querem impedir compras feitas sem consentimento podem ativar ferramentas de controle nas próprias plataformas.
No Android, a Google Play permite exigir senha ou biometria antes de uma compra e oferece recursos de controle familiar pelo Family Link.
No iPhone, o recurso “Pedir para Comprar”, disponível no Compartilhamento Familiar, envia uma solicitação ao responsável antes que a compra seja concluída.
Outra medida simples é evitar deixar cartões de crédito cadastrados em contas utilizadas pelas crianças ou em consoles de videogame.
Conteúdo Original / Fonte: Extra
Com informações da ContilNet







