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Trump nomeia secretário de extrema direita para supervisionar o Brasil, diz agência

Darren Beattie, crítico do governo Lula e com histórico de polêmicas, agora atua como conselheiro sênior para políticas sobre o Brasil.
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EUA Agente
Reprodução/Departamento de Estado dos EUA

Um novo capítulo de tensão pode estar se desenhando nas relações entre Brasil e Estados Unidos. De acordo com informações da agência de notícias Reuters, o presidente americano, Donald Trump, nomeou um crítico ferrenho do governo brasileiro para um cargo estratégico. Darren Beattie, que já foi redator de discursos da Casa Branca e possui um histórico de declarações polêmicas, foi designado como conselheiro sênior para supervisionar o Brasil. A informação de que Trump nomeia secretário de extrema direita para supervisionar o Brasil surge às vésperas da visita do presidente Lula a Washington.

Quem é Darren Beattie e suas Controvérsias

A nomeação de Beattie não é um movimento comum na diplomacia bilateral. Um alto funcionário do Departamento de Estado confirmou à Reuters que “Beattie atualmente atua como conselheiro sênior para políticas sobre o Brasil”. O cargo sugere que o governo Trump manterá um olhar atento e potencialmente crítico sobre o país. Beattie tem um histórico repleto de polêmicas. Em 2018, foi demitido da função de redator de discursos da Casa Branca por participar de um evento frequentado por nacionalistas brancos.

Sua postura em relação ao Brasil já havia gerado um incidente diplomático em agosto do ano passado. Na ocasião, ele descreveu o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como “o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição dirigido contra [o ex-presidente brasileiro Jair] Bolsonaro”. O comentário foi tão grave que forçou o Itamaraty a convocar o principal diplomata dos EUA em Brasília para explicações. Além disso, Beattie já foi acusado de racismo e sexismo por afirmações como a de que “homens brancos competentes devem estar no comando, se você quiser que as coisas funcionem”.

Impacto na Relação Bilateral

A nomeação de um crítico para “supervisionar” o Brasil ocorre justamente quando o presidente Lula prepara uma viagem aos EUA em março para encontrar Donald Trump. A Reuters analisa que o movimento sugere que “as relações entre as duas maiores democracias do Hemisfério Ocidental permaneçam delicadas” e que “Washington não abandonou suas preocupações com a liberdade de expressão no Brasil, nem fez as pazes completamente com o governo de esquerda do presidente Lula”.

A decisão coloca uma sombra sobre o encontro de março. O Itamaraty e a Presidência da República foram procurados para comentar o assunto, mas ainda não se manifestaram oficialmente. A expectativa é que o tema paute as conversas, ou, no mínimo, crie um clima de desconfiança no diálogo entre as duas nações.

Fonte: Metrópoles

Redigido por Acre Atual

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