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TJAC orienta juízes a priorizar medidas protetivas antes de envio de processos

O TJAC orientou magistrados a priorizarem medidas protetivas em casos de violência doméstica antes de enviar processos a outras instâncias.
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Sede do TJAC/Foto: TJAC

As medidas protetivas no Acre passaram a ter prioridade reforçada após recomendação da Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), publicada nesta quinta-feira (19).

A orientação estabelece que juízes e juízas de primeiro grau devem priorizar a análise de pedidos de proteção em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, mesmo quando houver dúvidas sobre a competência para julgar o processo.

Recomendação busca garantir proteção imediata

A medida foi formalizada por meio da Recomendação nº 3/2026, assinada pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Nonato Maia.

O principal objetivo é assegurar maior rapidez na concessão de medidas protetivas, evitando atrasos que possam colocar em risco a integridade física, psicológica e moral das vítimas.

Análise deve ocorrer antes de envio do processo

De acordo com a orientação, sempre que houver viabilidade técnica e jurídica, os magistrados devem analisar os pedidos de proteção antes de eventual encaminhamento do processo a outro juízo considerado competente.

Essa prática evita que a vítima fique desprotegida durante a tramitação do caso entre diferentes instâncias do Judiciário.

Base legal está na Lei Maria da Penha

A recomendação está fundamentada no artigo 18 da Lei Maria da Penha, que determina a adoção de providências imediatas por parte da autoridade judicial diante de situações de violência doméstica.

Entre essas medidas estão o afastamento do agressor, a proibição de contato com a vítima e outras ações destinadas a garantir a segurança da mulher.

Celeridade é fundamental para evitar riscos

O TJAC destacou que a rapidez na análise das medidas protetivas no Acre é essencial para garantir a efetividade da proteção judicial.

Demoras no processo podem aumentar o risco de novos episódios de violência, tornando a atuação imediata do Judiciário um fator crucial na prevenção de danos mais graves.

Orientação reforça atuação preventiva

A iniciativa também reforça o papel preventivo do Judiciário, que deve agir de forma proativa para proteger vítimas em situação de vulnerabilidade.

Ao priorizar essas decisões, a Justiça busca reduzir riscos e garantir maior segurança às mulheres que recorrem ao sistema judicial.

Medida amplia efetividade das decisões judiciais

Especialistas apontam que a adoção de medidas protetivas de forma rápida e eficiente aumenta a efetividade das decisões judiciais e contribui para a redução de casos de violência doméstica.

A orientação do TJAC está alinhada a diretrizes nacionais que reforçam a necessidade de resposta imediata em situações de risco.

Segurança das vítimas é prioridade

Com a nova recomendação, o Judiciário acreano reforça o compromisso com a proteção das vítimas e com a garantia de direitos fundamentais.

Assim, a priorização das medidas protetivas no Acre passa a ser um elemento central na atuação judicial em casos de violência doméstica, contribuindo para um sistema mais ágil e eficaz.

Fonte: AC24Horas

Redigido por Acre Atual

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